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domingo, 11 de janeiro de 2026
PROTESTOS

Irã mantém bloqueio de internet por mais de 60 horas; quase 200 mortos

Restrição ocorre enquanto manifestações contra o governo se espalham pelo país e ONGs relatam quase 200 mortos

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 11 de janeiro de 2026
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Foto: Reprodução

O bloqueio à internet no Irã ultrapassou 60 horas neste domingo (11), em meio à intensificação de protestos antigovernamentais que se espalham pelo país. A interrupção foi confirmada pela organização de monitoramento NetBlocks, que acompanha em tempo real os níveis de conectividade global.

Segundo a entidade, o acesso à rede permanece severamente restrito em todo o território iraniano. “O bloqueio da internet no Irã já ultrapassou a marca de 60 horas, com os níveis de conectividade nacional permanecendo estagnados em torno de 1% dos níveis normais”, afirmou a NetBlocks em publicação feita na madrugada de domingo. Para a organização, “a medida de censura representa uma ameaça direta à segurança e ao bem-estar dos iranianos em um momento crucial para o futuro do país”.

Os primeiros sinais de instabilidade na conexão foram registrados ainda na noite de 8 de janeiro, de acordo com o grupo de monitoramento sediado no Reino Unido. Desde então, poucas informações conseguem circular, já que a população está sem acesso regular à internet a quatro dias.

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Foto: Reprodução

Vítimas iranianas chegam a quase 200

A onda de manifestações teve início há cerca de duas semanas, impulsionada por dificuldades econômicas, e já alcançou mais de 180 cidades iranianas, segundo a HRANA, organização de direitos humanos sediada nos Estados Unidos. O movimento é descrito como o maior desafio enfrentado pela República Islâmica nos últimos três anos e um dos mais significativos desde sua fundação, em 1979.

Organizações internacionais de direitos humanos relatam um elevado número de vítimas. ONGs apontam quase 200 mortos desde o início dos protestos. A Iran Human Rights, com sede na Noruega, confirmou a morte de pelo menos 192 manifestantes ao longo dos 14 dias de mobilizações.

O governo, por sua vez, atribui a eclosão dos protestos à atuação externa e acusa os Estados Unidos e Israel de fomentarem a revolta no país.

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