Jeovazinho aponta aperto fiscal em Goianápolis e aposta em aliança ente MDB e PL
Ao O HOJE, prefeito reeleito de Goianápolis afirma que queda de recursos pressionou as contas do município, elogia gestão Caiado e avalia que União Brasil, MDB e PL caminham para um acordo
Bruno Goulart
O prefeito reeleito de Goianápolis, Jeovazinho Leite (União Brasil), foi o entrevistado do programa Momento Político, do O HOJE, nesta quinta-feira (15). Em conversa com o jornalista Bruno Costa, o gestor — que está em seu quarto mandato à frente do município — fez um balanço da administração, falou sobre o aperto fiscal enfrentado pela cidade, avaliou o cenário político estadual e comentou as articulações para as eleições de 2026.
Localizada entre Goiânia e Anápolis, Goianápolis tem cerca de 14 mil habitantes e é conhecida como a Capital do Tomate. Segundo o prefeito, a produção e o processamento do fruto continuam a ser o principal motor da economia local, mas o município tem avançado na diversificação. “O tomate ainda é a maior fonte de emprego, mas hoje a economia é diversificada e não temos desemprego”, afirmou.
Ao abordar as finanças públicas, Jeovazinho destacou que 2025 foi o ano mais desafiador de suas gestões. “Foi o ano que eu tive mais dificuldade na questão de recursos. Para fechar as contas em 2025 não foi fácil, foi um ano bem complicado”, disse o prefeito, ao mencionar a queda na capacidade de investimento dos municípios.
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Diante do cenário, o prefeito demonstrou preocupação com o aumento dos custos impostos às prefeituras, especialmente com os reajustes de pisos salariais, em especial o da enfermagem, que impacta diretamente os cofres públicos. “O Congresso vai criando pisos sem apontar uma fonte de custeio. Isso vai comprometendo cada vez mais a receita dos municípios”, avaliou.
Outro ponto sensível, segundo Jeovazinho, é a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “A gente ainda não conseguiu entender como vai ser a compensação desses recursos. Temo que seja um ano muito complicado para as prefeituras”, afirmou.
Dependência de emendas parlamentares

Foto: Welder Borges/O HOJE
Apesar das dificuldades, o gestor ressaltou a importância do apoio parlamentar para o município. “Temos o deputado estadual Wagner Neto (Solidariedade) e o deputado federal Célio Silveira (MDB), que tem destinado boas emendas para Goianápolis”, pontuou. Jeovazinho destacou, também, o apoio do presidente estadual do PSD, senador Vanderlan Cardoso, ao município. “Eu sou grato a quem ajuda os municípios,. E o Vanderlan já destinou mais de R$ 5 milhões em emendas para Goianápolis.”
Nesse sentido, o prefeito declarou que seguirá a orientação do governador Caiado para apoiar a primeira-dama Gracinha Caiado à primeira vaga ao Senado, mas que seu segundo voto é para a reeleição do senador Vanderlan Cardoso. “Tem representado bem Goianápolis. A gente precisa enxergar bem quem nos ajuda”, pontuou.
Aliança para governo
No campo político, o prefeito comentou a especulada aliança entre União Brasil, MDB e PL para a chapa majoritária em Goiás. “Aqui no Estado, não tenho dúvida de que caminha para ter uma aliança”, disse, ao citar o grupo do governador Ronaldo Caiado (UB), do vice-governador Daniel Vilela (MDB) e o do presidente estadual do PL, senador Wilder Morais.
Na segurança pública, o prefeito destacou a mudança no cenário após a gestão Caiado. “Goianápolis sofria muito com roubo de carros, mas depois que Ronaldo Caiado assumiu o governo isso acabou”, elogiou Jeovazinho a política de segurança adotada no Estado.
Na área da saúde, o prefeito de Goianápolis afirmou que o setor consome cerca de 30% do orçamento, percentual bem acima do mínimo constitucional exigido de 15%. “Hoje a saúde e a educação praticamente consomem metade do orçamento, mas Goianápolis tem uma saúde que poucas cidades têm”, declarou. Jeovazinho citou a construção de um hospital novo, a implantação de um centro de especialidades com cerca de 20 médicos, a estruturação das equipes de Saúde da Família e a ampliação da rede, com novas unidades em obras.
Por fim, Jeovazinho falou sobre os próximos desafios, que incluem obras de recapeamento, investimentos em educação, implantação de cirurgias eletivas, construção de pontes de concreto e o enfrentamento de erosões históricas no município. Sobre a sucessão municipal, o gestor afirmou que o principal objetivo será manter a base unida. “Se conseguirmos unir a base, vamos continuar avançando em Goianápolis”, concluiu. (Especial para O HOJE)