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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
FASE DOIS

Trump convida Lula para participar de “Conselho de Paz” em Gaza

Conselho da paz para tratar situação em Gaza reúne líderes internacionais sob comando de Trump

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 19 de janeiro de 2026
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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar um grupo internacional criado para tratar da situação na Faixa de Gaza. Batizado de “conselho da paz”, o órgão foi anunciado neste sábado (17) pelo governo norte-americano e faz parte da segunda etapa do plano dos EUA para encerrar o conflito entre Israel e Hamas. Até a última atualização desta reportagem, o presidente brasileiro não havia respondido ao convite.

Trump presidirá o conselho e anunciou a participação de líderes políticos, ex-chefes de governo e nomes ligados à sua administração. Entre os integrantes estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que recebeu a carta-convite e afirmou que será “uma honra” participar da iniciativa.

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Foto: Emad El Byed/ Unsplash

Lula mantém postura oposta aos EUA em relação a Gaza

O convite a Lula ocorre em meio a um histórico de críticas do presidente brasileiro às ações militares de Israel em Gaza. Em diferentes discursos no Brasil e em fóruns internacionais, Lula classificou a ofensiva israelense como um genocídio. Em setembro do ano passado, pouco antes do acordo firmado no mês seguinte para o fim da guerra, o petista afirmou: “Não acho que em Gaza tem uma guerra. Tem um genocídio. Em Gaza tem um exército altamente sofisticado matando mulheres e crianças”.

Em outras ocasiões, Lula declarou que o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, promove não apenas a morte de civis, mas uma tentativa de “aniquilamento de seu sonho de nação”. A posição brasileira se diferencia da adotada por EUA e Israel, já que o Brasil reconhece oficialmente o Estado da Palestina.

Leia mais: UE reage a ameaça de tarifas de Trump ligadas à Groenlândia

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