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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Defensoria Pública

Lula avalia indicar mulher para comandar a DPU após mais de 20 anos

Com o encerramento da gestão de Leonardo Magalhães na última sexta-feira (16), o nome de Tarcijany Linhares ganhou força 

Thiago Borgespor Thiago Borges em 19 de janeiro de 2026
Lula avalia indicar mulher para comandar a DPU após mais de 20 anos
Foto: Lula Marques/ABr

Com o fim da gestão de Leonardo Magalhães à frente da Defensoria Pública da União (DPU) na última sexta-feira (16), crescem os rumores em Brasília de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá indicar Tarcijany Linhares Aguiar Machado para chefiar o órgão. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

Atualmente defensora regional de direitos humanos substituta no Ceará, Tarcijany integrou a lista tríplice definida pela categoria em setembro, na qual apareceu na segunda colocação. O primeiro lugar foi ocupado por Magalhães, seguido por Fabiano Caetano Prestes, de Brasília. A escolha final não precisa obedecer à ordem da votação interna, já que o presidente Lula tem liberdade para decidir por qualquer um dos três nomes.

A eventual indicação de Tarcijany ganhou tração política com o respaldo do ministro da Educação, Camilo Santana, e do deputado federal José Guimarães (PT-CE). Caso a nomeação se confirme, a Defensoria Pública da União voltará a ter uma mulher à frente da instituição após mais de 20 anos.

Leia mais: Lula vê vantagem em enfrentar Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto

Ao se despedir da carreira, Magalhães destacou, em mensagem dirigida aos membros da DPU, a ampliação da estrutura de atendimento, com a abertura de 35 novos postos, e o avanço do processo de interiorização dos serviços. 

O balanço apresentado inclui ainda melhorias na governança administrativa, a digitalização de serviços e o estreitamento do diálogo com o Congresso Nacional e o Poder Executivo. Magalhães citou, por fim, a incorporação de uma nova sede em Brasília, avaliada em cerca de R$ 175 milhões.

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