Polícia apura esquema clandestino de camarotes no MorumBis e envolve dirigentes ligados ao São Paulo
Operação cumpre mandados e apura supostas irregularidades envolvendo dirigentes ligados ao São Paulo
A Polícia Civil realizou, na manhã desta quarta-feira (21), uma operação para apurar a venda irregular de ingressos em camarotes do estádio MorumBis, na capital paulista. A ação é conduzida pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Contra a Administração (DPPC) e resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
As investigações ganharam força após o Ministério Público de São Paulo ser acionado, em dezembro, para analisar denúncias envolvendo um camarote que não era comercializado oficialmente, mas teria sido usado para a venda clandestina de ingressos em jogos e shows. O espaço teria sido cedido a uma intermediária, que passou a cobrar judicialmente valores supostamente não repassados por terceiros, tornando o caso público.
Escândalo dos camarotes atinge alta cúpula do clube

Entre os alvos da operação estão Mara Casares, ex-mulher do presidente afastado do São Paulo, Júlio Casares, Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, e Rita Adriana, apontada como responsável pela comercialização irregular do camarote. Áudios divulgados pelo portal ge indicam que Mara e Schwartzmann teriam pressionado a intermediária a retirar uma ação judicial para evitar maior repercussão do esquema.
O caso se soma a outra investigação da Polícia Civil que apura um suposto desvio de recursos dentro do clube, o que levou ao afastamento de Júlio Casares da presidência, após aprovação de impeachment pelo Conselho Deliberativo. A destituição definitiva, no entanto, ainda depende de votação em assembleia geral dos associados.
O foco das apurações é o camarote 3A, conhecido como “Sala Presidencial”, localizado em frente ao gabinete da presidência. Segundo as investigações, o espaço teria sido usado para a geração e comercialização não autorizada de ingressos, prática que os próprios envolvidos classificariam como clandestina em conversas gravadas.
Em nota, os investigados negam irregularidades. Mara Casares afirma que os áudios estão fora de contexto e sustenta que não obteve qualquer benefício pessoal. Douglas Schwartzmann, por sua vez, diz que não participou da venda de ingressos e que sua atuação teve o objetivo de evitar danos à imagem do clube. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer responsabilidades e eventuais crimes.
Vila Nova quer duas torcidas
Fim de uma era
Confusão e história
FUTEBOL EUROPEU
Golden com desfalque
Competição inédita
Bicampeão
Expansão continental