7 dicas de fetiches: guia seguro e educativo para explorar o prazer sexual sem tabus
Levantamento mostra que práticas ligadas ao toque, à consciência corporal e ao cuidado estão entre as mais buscadas quando o tema é fetiche
Explorar fetiches faz parte de um movimento mais amplo de compreensão da sexualidade como experiência consciente, livre de tabus e conectada ao próprio desejo. Embora o tema esteja cada vez mais presente em conversas informais e nas redes sociais, ainda há dúvidas recorrentes sobre como vivenciar fetiches de forma saudável, segura e respeitosa.
Um levantamento exclusivo do Skokka, uma das principais plataformas de anúncios do mercado adulto, ajuda a dimensionar esse interesse. A partir dos termos mais buscados pelos usuários, a pesquisa aponta que práticas relacionadas à massagem aparecem entre as mais associadas à curiosidade e ao fetiche. Buscas como massagem erótica, massagem sensual, tantra, tântrica e nuru lideram o ranking, indicando que muitos fetiches estão ligados ao toque, à consciência corporal e ao cuidado mútuo.
Fetiches e a importância da comunicação
A leitura dos dados revela que, na prática, os fetiches tendem a estar mais conectados à busca por conexão e bem-estar do que à ideia de transgressão. Especialistas destacam que esse tipo de vivência exige diálogo e alinhamento entre as partes envolvidas.
Segundo a ginecologista Raphaela Faria da Cunha, a comunicação é central para qualquer relação sexual saudável. “Conversar abertamente sobre desejos, curiosidades e limites é essencial para que o prazer seja compartilhado e não cause desconforto. O respeito mútuo cria um ambiente de segurança, onde o toque é uma forma de cuidado e não de invasão. Também é importante lembrar que o prazer deve vir acompanhado de confiança e consentimento e isso inclui se conhecer primeiro, antes de buscar novas experiências com o outro”, afirma.
Consentimento e segurança na prática dos fetiches
Entre os principais pontos destacados por especialistas está o consentimento. Antes de qualquer brincadeira, fantasia ou acessório, é fundamental que todos os envolvidos queiram participar. O consentimento precisa ser claro, verbal e contínuo, e não deve ser relativizado em nome de um clima erótico.
Outro aspecto essencial ao explorar fetiches é a comunicação aberta. Falar sobre curiosidades, limites e inseguranças evita frustrações e torna a experiência mais prazerosa. A recomendação é começar devagar, respeitando o ritmo do corpo, entendendo sensações e limites antes de avançar.
A segurança física também integra o prazer. Cintos, cordas, acessórios e brinquedos podem fazer parte das experiências, desde que usados com técnica, cuidado e informação prévia. A higiene completa esse conjunto de cuidados, com atenção ao uso de lubrificantes adequados, limpeza de brinquedos, preservativos e escolha correta dos materiais.
Liberdade de escolha e autoconhecimento
Especialistas reforçam que fetiches não seguem um manual universal. Não existe certo ou errado, mas sim aquilo que faz sentido, excita e respeita quem está envolvido. Também não é obrigatório gostar de tudo ou experimentar todas as possibilidades. O fetiche é entendido como descoberta, não como obrigação.
Nesse contexto, a liberdade de escolha aparece como elemento central para manter o prazer saudável. Ao respeitar limites, desejos e o próprio tempo, os fetiches deixam de ser tabu e passam a integrar uma vivência sexual mais consciente, segura e alinhada ao bem-estar.
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