MotoGP deve atrair até 150 mil turistas e impulsionar bares e restaurantes em Goiânia
Setor se prepara para operar em capacidade máxima durante o Grande Prêmio do Brasil
O retorno do Grande Prêmio do Brasil de MotoGP a Goiânia, entre os dias 20 e 22 de março de 2026, deve provocar uma das maiores movimentações já registradas no setor de bares e restaurantes da Capital. Com a expectativa de atrair entre 100 mil e 150 mil turistas ao longo do fim de semana, o evento coloca a gastronomia local no centro da operação para receber visitantes de todo o Brasil e do exterior, em um cenário comparado por lideranças empresariais aos impactos gerados por competições como a Fórmula 1.
De acordo com o Sindicato dos Bares e Restaurantes de Goiânia (Sindbares), a cidade possui atualmente estrutura suficiente para absorver o aumento repentino da demanda para o MotoGP. A entidade afirma que os empresários do setor vêm se preparando desde o anúncio oficial do evento, considerado um dos maiores do mundo.
A principal preocupação está relacionada à contratação de mão de obra, uma dificuldade enfrentada em todo o País. Ainda assim, a expectativa é positiva, já que grande parte das vagas deverá ser preenchida por meio de contratos temporários e profissionais freelancers, o que deve garantir pessoal suficiente para atender o público durante os dias do MotoGP.
Para evitar filas excessivas, falta de produtos e queda na qualidade do atendimento, o Sindbares tem orientado os empresários a manterem equipes preparadas e a integrarem os trabalhadores temporários à rotina dos estabelecimentos. A entidade também alerta que, em casos de lotação máxima, a formação de filas de espera será inevitável, respeitando a rotatividade natural dos bares e restaurantes. Os associados vêm sendo orientados a reforçar o controle de estoque e agilizar os processos de reposição, a fim de evitar desabastecimento de alimentos e bebidas em meio ao pico de consumo.
Até o momento, segundo o sindicato, não há registro de aumento fora do padrão nos pedidos feitos a fornecedores, nem dificuldades na reposição de bebidas e insumos para o período do MotoGP. A entidade afirma que o fluxo de entregas segue dentro da normalidade e que os estoques vêm sendo recompostos de forma regular pelos estabelecimentos. O cenário indica estabilidade na cadeia de abastecimento, sem sinais de desabastecimento ou pressão atípica sobre os preços praticados no setor.
Paralelamente, o Sindbares mantém diálogo direto com a Prefeitura de Goiânia, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a GoiâniaTur e outros órgãos municipais, além do Governo de Goiás. As conversas envolvem temas como horários de funcionamento, fiscalização, ordenamento urbano e logística para o funcionamento dos estabelecimentos durante os dias de grande fluxo.
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Preparações para o MotoGP
No âmbito estadual, o setor também articula ações com a Secretaria da Retomada, por meio do programa Mais Empregos, e com a Goiás Fomento, que abriu linhas de crédito para que empresários possam investir na compra de produtos e equipamentos e adequar suas estruturas ao aumento expressivo da demanda. A expectativa é que essas medidas contribuam para que bares e restaurantes operem em capacidade máxima durante o evento.
Outra iniciativa em andamento é a parceria com o Sebrae, que irá atender parte dos estabelecimentos com a elaboração de cardápios trilíngues. A medida busca facilitar a comunicação com turistas estrangeiros, reduzir barreiras no atendimento e ampliar a compreensão sobre os produtos e serviços oferecidos. Com isso, os empresários esperam não apenas otimizar o fluxo de pedidos, mas também qualificar a experiência do público internacional e fortalecer a imagem do setor.
Enquanto o setor hoteleiro projeta cerca de 60 mil reservas antecipadas e o Estádio Serra Dourada se prepara para receber mais de 100 mil pessoas por dia no Fan Fest oficial do evento, os bares e restaurantes se consolidam como um dos principais pilares econômicos do fim de semana da MotoGP. A avaliação do Sindbares é de que o MotoGP representa não apenas um desafio operacional, mas uma oportunidade histórica de fortalecimento do setor, com reflexos diretos na geração de empregos temporários, no aumento do faturamento e na projeção nacional e internacional da gastronomia goianiense.