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sábado, 31 de janeiro de 2026
Investigação

Master tinha só R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação, diz diretor do BC

Em depoimento no inquérito do STF, Ailton de Aquino apontou grave crise de liquidez na instituição investigada por fraudes

Thiago Borgespor Thiago Borges em 31 de janeiro de 2026
Master tinha só R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação, diz diretor do BC
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, afirmou à Polícia Federal (PF) que o Banco Master possuía apenas R$ 4 milhões em caixa antes de ter sua liquidação decretada, em novembro do ano passado. A informação foi divulgada no âmbito das investigações que apuram fraudes na instituição financeira.

Aquino foi ouvido pela PF e por representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 30 de dezembro de 2025, no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento investiga irregularidades envolvendo o banco.

Segundo o diretor do BC, o Master era classificado como uma instituição de médio porte e detinha cerca de R$ 80 bilhões em títulos de crédito. Para esse perfil, o esperado é que haja entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em ativos livres para negociação, o que indica a capacidade de liquidez. No entanto, o valor disponível era muito inferior.

“Um banco com R$ 80 bilhões em ativos costuma ter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em liquidez. O Master, antes da liquidação, tinha apenas R$ 4 milhões”, declarou.

O dirigente também mencionou dificuldades financeiras enfrentadas pelo Will Bank, instituição vinculada ao Master e que igualmente passou por processo de liquidação. De acordo com ele, haviaproblemas recorrentes para honrar compromissos.

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“Havia muita dificuldade nos pagamentos. O acompanhamento era constante por causa da crise de liquidez, para avaliar se o caixa conseguiria fechar”, relatou.

Caso Master

As investigações estão sob relatoria do ministro Dias Toffoli, no STF. Em dezembro do ano passado, o magistrado determinou que o caso permanecesse na Corte, após a citação de um deputado federal nos autos. Parlamentares possuem foro privilegiado.

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF. A ação apura a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, incluindo uma tentativa de venda da instituição ao Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com a apuração, o prejuízo causado pelas irregularidades pode chegar a R$ 17 bilhões.

Com informações da Agência Brasil

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