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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
CASO ESTÁ SENDO INVESTIGADO

Jovem que teve corpo queimado dentro de casa morre após 11 dias internada em Goiânia

A família acusa companheiro de Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos

Micael Silvapor Micael Silva em 9 de fevereiro de 2026
Jovem
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A jovem Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos, morreu no domingo (8) após permanecer 11 dias internada na UTI de Queimados do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. A informação foi confirmada pela unidade hospitalar.

O caso ocorreu no dia 28 de janeiro. De acordo com a denúncia feita pela família, Emilli teria sido queimada pelo companheiro, Raffael Castro da Silva, dentro da residência do casal, na frente da filha de três anos. A Polícia Civil de Goiás informou que o caso é investigado como feminicídio.

A suspeita ganhou força após a criança relatar aos avós que o pai teria sido o autor do crime. “Papai jogou fogo na mamãe”, afirmou Elton José Silva Lopes, pai de Emilli, em entrevista à TV Anhanguera.

Na denúncia registrada pela família na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia, e exibida em reportagem da TV Anhanguera, a mãe da vítima, Pauliana Alves Guimarães da Silva, afirmou que a filha já havia sido agredida anteriormente pelo companheiro. À época, Emilli chegou a voltar a morar com os pais, mas posteriormente retomou o relacionamento.

Em nota, o Hugol informou que Emilli Vitória estava internada na UTI de Queimados da unidade e que, apesar de todos os esforços e procedimentos adotados pela equipe multidisciplinar, a paciente não resistiu.

Versão apresentada pelo suspeito

Segundo Pauliana Alves Guimarães da Silva, ela só tomou conhecimento do suposto acidente sofrido pela filha dias depois, por meio de uma cunhada de Emilli. Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe relatou que, ao questionar o genro, ele afirmou que se tratava de um acidente doméstico.

“Eles não me avisaram nada. Não me comunicaram nada. E eu fiquei sabendo tudo pela cunhada dela”, disse.

De acordo com o relato do suspeito, Emilli estaria preparando o jantar quando foi limpar a pia e um recipiente com produto inflamável teria explodido sobre o corpo dela. Ele afirmou ainda que estava na sala com a filha do casal e que, ao perceber que a mulher estava em chamas, a colocou debaixo do chuveiro e a levou ao pronto-socorro.

Contradições no relato

Conforme o pai da vítima, Elton José Silva Lopes, o companheiro apresentou versões diferentes sobre o ocorrido. Em uma delas, teria afirmado que o recipiente continha álcool em gel.

“Como ele saberia que estava destampado se ele disse que correu com ela para o banheiro? Álcool em gel não pega fogo e, se você não colocar um isqueiro bem perto, não pega fogo”, afirmou.

Elton também questionou o fato de o suspeito não apresentar queimaduras, apesar de ter alegado contato direto com as chamas ao socorrer a filha.

A Polícia Civil informou, em nota, que o caso foi registrado e segue sob investigação da Deam de Aparecida de Goiânia. Segundo a corporação, já foram solicitados exames periciais cadavéricos e de local, além da realização de oitivas e outras diligências para esclarecer as circunstâncias do incêndio e das queimaduras que levaram à morte da vítima.

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