O Hoje, O Melhor Conteúdo Online e Impresso, Notícias, Goiânia, Goiás Brasil e do Mundo - Skip to main content

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
PESANDO NO BOLSO

Cesta básica sobe em janeiro e custa R$ 735,94 em Goiânia, aponta Dieese

Alta mensal foi puxada principalmente pelo tomate e pelo feijão, mas, na comparação com janeiro do ano passado, o valor médio da cesta apresentou queda

Bia Salespor Bia Sales em 10 de fevereiro de 2026
cesta básica
Também registraram elevação a carne bovina de primeira (1,66%), o café em pó (0,32%) e o pão francês (0,27%). (Imagem: CDL-BH)

O preço da cesta básica em Goiânia registrou alta de 1,38% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro do ano passado e passou a custar, em média, R$ 735,94. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Apesar do aumento mensal, o levantamento mostra que, na comparação com janeiro de 2025, o valor da cesta básica apresentou queda de 2,77%, indicando um alívio no custo dos alimentos essenciais ao longo do último ano.

Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios. O principal impacto veio do tomate, que subiu 16,50%, seguido pelo feijão carioca (3,72%) e pela manteiga (2,89%). Também registraram elevação a carne bovina de primeira (1,66%), o café em pó (0,32%) e o pão francês (0,27%).

Em contrapartida, sete itens apresentaram queda de preço no período. A maior redução foi observada na banana (-5,31%), seguida pelo açúcar cristal (-4,07%), óleo de soja (-4,02%), leite integral (-2,00%), arroz agulhinha (-0,96%), batata (-0,58%) e farinha de trigo (-0,21%).

Vilões da cesta básica

No acumulado dos últimos 12 meses, o DIEESE identificou aumento de preços em apenas três produtos: café em pó (8,05%), pão francês (2,53%) e carne bovina de primeira (0,14%).

Já os alimentos que ficaram mais baratos no período foram o arroz agulhinha (-37,54%), açúcar cristal (-18,06%), batata (-10,30%), manteiga (-10,11%), feijão carioca (-6,46%), óleo de soja (-6,13%), leite integral (-5,93%), banana (-4,33%), tomate (-1,14%) e farinha de trigo (-1,04%).

Peso no salário mínimo

Segundo o Dieese, em janeiro de 2026, o trabalhador de Goiânia remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 99 horas e 53 minutos para adquirir a cesta básica. Em dezembro de 2025, o tempo necessário era maior: 105 horas e 13 minutos.

Na comparação com janeiro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, a jornada exigida chegava a 109 horas e 42 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a cesta básica foi de 49,08% em janeiro de 2026. Em dezembro de 2025, esse percentual era de 51,70%, enquanto em janeiro de 2025 chegava a 53,91%.

Leia mais: Safra de soja enfrenta clima irregular, queda de produtividade e margens apertadas

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Tags:
Veja também