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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
roer unhas

Onicofagia afeta saúde das unhas e revela relação com ansiedade

Estudos indicam que até 30% da população apresenta o hábito em algum momento da vida; especialista explica os riscos da onicofagia e aponta a manicure russa como alternativa eficaz no processo de recuperação

Luana Avelarpor Luana Avelar em 10 de fevereiro de 2026
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Foto: iStock

Roer unhas, prática conhecida cientificamente como onicofagia, é um comportamento mais frequente do que aparenta. Dados de estudos na área de saúde comportamental indicam que cerca de 20% a 30% da população mundial já apresentou ou ainda apresenta o hábito, com maior incidência durante a infância e adolescência, mas que pode se estender até a vida adulta.

Embora muitas pessoas encarem o ato como algo inofensivo ou apenas estético, especialistas alertam que roer unhas pode gerar impactos significativos na saúde das mãos.

Segundo Débora Menino, CEO e especialista da Ruse Esmalteria, o problema está na interrupção constante do ciclo natural de regeneração. “Quando a unha é roída com frequência, ela não consegue se regenerar adequadamente. O resultado são unhas fracas, irregulares, com aspecto machucado e maior risco de infecção”, explica.

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Foto: iStock

Além da lâmina ungueal, o hábito compromete as cutículas e provoca microlesões que facilitam a entrada de bactérias e fungos. Esse cenário transforma o ato de roer unhas em um fator de risco para infecções locais e alterações persistentes na aparência das mãos.

Unhas e comportamento ligado à ansiedade

Pesquisas indicam que o hábito de roer unhas está frequentemente associado a ansiedade, estresse e tensão emocional. Em muitos casos, o comportamento ocorre de forma automática, especialmente em situações de pressão, sem que a pessoa perceba. Entre adultos, abandonar o hábito costuma exigir mudanças consistentes de rotina ou apoio profissional.

Os reflexos não se restringem à saúde física. Unhas muito curtas, machucadas ou inflamadas tendem a gerar constrangimento em ambientes sociais e profissionais, afetando diretamente a autoestima e a relação com a própria imagem.

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Foto: iStock

Técnica especializada no cuidado com as unhas

No enfrentamento desse comportamento, cuidados especializados têm se mostrado aliados importantes. De acordo com Débora Menino, a manicure russa é uma das técnicas mais indicadas para a recuperação das unhas. O método utiliza equipamentos específicos para uma limpeza profunda e precisa das cutículas, sem cortes, favorecendo o fortalecimento e o crescimento uniforme.

“A manicure russa contribui para a recuperação da unha desde a base, estimula o crescimento uniforme e melhora significativamente o aspecto das mãos. Quando a cliente passa a enxergar as unhas bonitas e bem cuidadas, isso funciona como um incentivo natural para não voltar a roê-las”, afirma a especialista.

Com acompanhamento profissional e atenção contínua, o cuidado com as unhas deixa de ser apenas uma questão estética e passa a integrar um processo mais amplo de saúde e bem-estar.

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