Anhembi tem atrasos, confusão e desmaio na abertura na 1ª noite de desfiles
Sequência de atrasos, confusão e falhas técnicas marca a primeira noite do Grupo Especial de São Paulo
A primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, realizada na sexta-feira (13), no Sambódromo do Anhembi, foi marcada por atrasos, problemas técnicos, um desmaio na concentração e uma briga que retirou uma modelo da apresentação. Sete escolas passaram pela avenida em cortejos com desempenhos distintos, que vão desde candidaturas ao título até risco de queda para o Grupo de Acesso 1.
A estreia da Mocidade Unida da Mooca na elite teve como destaque a bateria, mas falhas de evolução obrigaram alas a acelerar o ritmo para cumprir o tempo regulamentar. Antes de entrar na pista, a modelo Mulher Pera discutiu com a direção por usar uma fantasia diferente da prevista. A escola ofereceu outra posição, recusada pela modelo, que deixou o desfile. Uma alegoria que jorrou água também contribuiu para o atraso da programação.

Na sequência, a Colorado do Brás apresentou um desfile sem incidentes relevantes, com destaque para a comissão de frente e um carro alegórico que reuniu personagens associadas ao universo das bruxas. Entre elas estava a atriz Fabi Bang.

Sequência de acontecimentos causa mais atraso nos desfiles
A Dragões da Real fez um desfile tecnicamente consistente, embora com menor empolgação do público, mantendo-se entre as favoritas. A mesma avaliação se aplica à Acadêmicos do Tatuapé, que também enfrentou um contratempo: um carro derramou óleo na pista, obrigando equipes da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo a aplicar areia para evitar acidentes, o que ampliou o atraso.
Atual campeã, a Rosas de Ouro teve um integrante da comissão de frente desmaiado antes do início, reduzindo o número previsto de componentes. A ausência deve gerar perda de pontos, que se soma à punição de meio ponto por atraso na entrega de documentos obrigatórios, o que compromete a posição da escola na apuração.
O Vai-Vai entrou na avenida já durante a manhã de sábado (14), reflexo dos atrasos acumulados. Apesar da força da comunidade, o desfile apresentou alegorias e fantasias com menor impacto visual.
Encerrando a noite, a Barroca Zona Sul homenageou a orixá Oxum, mas voltou a enfrentar dificuldades de evolução. Uma fonte cenográfica sem funcionamento e água derramada na pista prejudicaram a passagem da rainha de bateria Juju Salimeni e abriram espaços entre alas e alegorias.
Com falhas operacionais e punições, a primeira noite deixou indefinido o cenário da disputa e indicou que a apuração poderá ser influenciada não apenas pelo desempenho artístico, mas também pelos problemas enfrentados fora do planejado.