Prazo para pedir devolução de descontos do INSS termina em 20 de março e 850 mil ainda não solicitaram ressarcimento
Após instabilidade no Meu INSS, órgão amplia período para ressarcimento que já devolveu R$ 2,8 bilhões e ainda pode beneficiar 850 mil aposentados e pensionistas
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorrogou, até 20 de março de 2026, o prazo para que aposentados e pensionistas solicitem a indenização dos valores dos descontos indevidamente de seus benefícios, em um caso que envolve fraudes de descontos em benefícios, conhecido como “fraude do INSS”. O aumento foi definido após as instabilidades no serviço digital Meu INSS e uma melhoria programada que deixou o sistema temporariamente indisponível, para garantir que quem teve dificuldade de acesso ainda possa fazer a solicitação.
Segundo o INSS, cerca de 4,2 milhões de beneficiários já foram reembolsados, um total de aproximadamente R$ 2,8 bilhões devolvidos, e estima-se que ainda há cerca de 850 mil aposentados e pensionistas aptos a pedir a devolução dos valores.

Descontos no INSS
O problema surgiu a partir de um esquema de descontos indevidos em benefícios decorrentes de fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas, que está sendo investigado pela Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria‑Geral da União. Parte dos membros que fazem parte do INSS, foram afastados em razão das apurações que serão realizadas.
O objetivo da prolongação é para garantir que os beneficiários possam recuperar os valores de forma simplificada e sem necessidade de uma ação judicial.
O pedido do adiamento pode ser feito por meio de canais oficiais, pelo Meu INSS (aplicativo ou site), pelo telefone 135 ou presencialmente nas unidades dos Correios, onde o beneficiário acessa o serviço sem custos. Ao usar qualquer um desses canais, é importante seguir os procedimentos oficiais para garantir a segurança dos dados e evitar golpes.
Leia também: Setor de eventos cria 186 mil empregos e movimentou R$ 140,9 bilhões em 2025