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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
inflação

Mercado financeiro reduz previsão de inflação para 3,95% em 2026

Estimativa está dentro do intervalo definido pelo Conselho Monetário Nacional e reforça perspectiva de desaceleração gradual da inflação até 2029

Anna Salgadopor Anna Salgado em 19 de fevereiro de 2026
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Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O mercado financeiro revisou, pela sexta semana consecutiva, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (18), a estimativa para 2026 caiu de 3,97% para 3,95%. O novo índice situa-se confortavelmente dentro do intervalo de meta definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com um teto de tolerância de até 4,5%. Para os anos de 2028 e 2029, a expectativa dos analistas é que a inflação recue ainda mais, atingindo 3,5%.

A manutenção da inflação sob controle está diretamente ligada à Taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Este é o nível mais alto dos juros básicos desde julho de 2006. O Banco Central utiliza a Selic como ferramenta principal para conter a demanda; juros elevados encarecem o crédito e incentivam a poupança, o que freia a alta de preços, embora possa dificultar a expansão econômica. Entretanto, o Copom já indicou que deve iniciar uma redução nas taxas na reunião de março, caso o cenário econômico não apresente surpresas. A previsão é que a Selic encerre 2026 em 12,25%, chegando a 9,5% ao ano até 2029.

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Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Alertas com a inflação

Apesar do otimismo com a inflação, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 e 2027 permanece estável em 1,8%. O mercado projeta uma leve melhora para 2028 e 2029, com expansão de 2%. No campo cambial, a projeção para o dólar ao fim deste ano e de 2027 é de R$ 5,50.

Em janeiro de 2026, a inflação registrou alta de 0,33%, impulsionada principalmente pelos reajustes na conta de luz e nos combustíveis. Mesmo assim, o acumulado de 12 meses até o fim de 2025 fechou em 4,44%, respeitando o limite superior da meta estabelecida. Com a divulgação do PIB consolidado de 2025 prevista para março, os investidores seguem atentos à capacidade de recuperação da indústria e da agropecuária.

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