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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
fortes chuvas

Temporal em Minas Gerais: sobe para 38 o número de mortos em Juiz de Fora e Ubá

Volume de chuva quase quatro vezes acima da média provocou enchentes, deslizamentos e deixou dezenas de desaparecidos; estado de calamidade foi decretado em Juiz de Fora

Micael Mourapor Micael Moura em 25 de fevereiro de 2026
Juiz
Foto: CBM-MG

Subiu para 38 o número de mortos após o temporal que atingiu os municípios de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira. A atualização foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais às 12h11 desta quarta-feira (25). Cinco corpos foram resgatados durante a madrugada, e ainda há desaparecidos.

Em Juiz de Fora, o total de vítimas fatais chegou a 32. Nas primeiras horas do dia, foram localizados corpos nos bairros Paineiras (1), Esplanada (3) e Vila Ideal (1). O município ainda registra 28 pessoas desaparecidas.

Já em Ubá, seis mortes foram confirmadas em decorrência das chuvas, e duas pessoas seguem desaparecidas.

Números atualizados

Juiz de Fora

  • Mortos: 32

  • Desabrigados: 3.000

  • Desalojados: 400

  • Desaparecidos: 28

Ubá

  • Mortos: 6

  • Desabrigados: 26

  • Desalojados: 178

  • Desaparecidos: 2

Chuva quase quatro vezes acima da média

Juiz
Foto: Tânia Rêgo/ABr

O volume acumulado de chuva chegou a 584 milímetros, quase quatro vezes a média histórica para o período na Zona da Mata. O excesso de água provocou o transbordamento do Rio Paraibuna, gerando mais de 40 chamados emergenciais em curto intervalo, incluindo inundações, soterramentos e bloqueios de vias.

Entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça (24), o Corpo de Bombeiros registrou 211 ocorrências relacionadas a deslizamentos e riscos estruturais.

Estado de calamidade

Juiz
Foto: Reprodução/TV Globo

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública na terça-feira (24), após o município registrar o fevereiro mais chuvoso de sua história.

Segundo a gestora, há dificuldades para obtenção de recursos e para a reconstrução das áreas afetadas, enquanto a população enfrenta luto e incerteza. Ela alertou que o número de mortos pode aumentar, já que há soterramentos com escombros ainda não totalmente removidos.

Apesar do cenário crítico, a prefeitura destaca forte mobilização de solidariedade, com doações e ações comunitárias de apoio às famílias atingidas.

Situação segue em monitoramento

Autoridades federais, estaduais e municipais seguem mobilizadas nas duas cidades. A prioridade, segundo os órgãos de defesa civil, é o resgate de vítimas, o atendimento aos desabrigados e a recuperação de serviços essenciais.

A orientação para moradores de áreas de risco é acompanhar os alertas oficiais e acionar a Defesa Civil em caso de emergência.

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