Washington afirma ter matado iraniano ligado a plano contra Trump
O oficial é apontado como chefe de uma unidade ligada a uma tentativa de assassinato a Trump
O Pentágono informou nesta quarta-feira (4) que forças norte-americanas mataram um oficial iraniano apontado como chefe de uma unidade ligada a um suposto plano para assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ação ocorreu na terça-feira (3), durante uma nova etapa das ofensivas militares no Irã.
O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que não revelou a identidade do militar nem detalhou o alegado complô. Segundo declarou Hegseth, em pronunciamento no quinto dia de confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel: “O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto. O Irã tentou matar o presidente Trump, e o presidente Trump deu a última risada”.

Ele também declarou durante a entrevista coletiva que as autoridades norte-americanas sabiam “há muito tempo que o Irã tinha intenções de matar o presidente Trump ou outros funcionários americanos”.
Segundo o secretário, o alvo não era prioridade inicial da operação conduzida por EUA e Israel, mas acabou incluído na lista. “Embora esse não fosse o foco do esforço de forma alguma — na verdade, nunca foi mencionado pelo presidente ou qualquer outra pessoa — eu garanti, e outros garantiram, que os responsáveis por isso fossem eventualmente incluídos na lista de alvos”, afirmou.

Suposta tentativa de assassinar Trump
Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um cidadão iraniano de ligação com um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã para matar o presidente norte-americano, que já havia sido reeleito, mas ainda não havia tomado posse. Hegseth não confirmou se o homem morto é o mesmo citado na acusação.

Autoridades norte-americanas já haviam atribuído ao Irã tentativas de vingança pela morte do general Qassem Soleimani, atingido em 2020 em um ataque com drones no Iraque ordenado por Trump. O governo iraniano nega as acusações de Washington.