Segunda-feira, 22 de julho de 2024

Coluna

Alexandre Baldy: “Delação tem que continuar, mas com provas”

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 12 de agosto de 2020

O secretário licenciado de Transportes de São Paulo e
presidente do Progressistas (PP) em Goiás, Alexandre Baldy, negou, nas
primeiras entrevistas que concedeu depois de sair da prisão, qualquer
envolvimento com esquema de pagamento de propina e caixa dois para beneficiar
organização social durante governos do PSDB, investigado na Operação
Dardanários, do MPF. O suposto pagamento ilícito de R$ 1,4 milhão a Baldy foi
delatado por ex-gestores da organização Pró-Saúde e o ex-deputado federal critica
o processo de condenação pública que sofre por conta de “inverdades injustas e
não provadas feitas por esses sujeitos”. Mesmo assim, Baldy não assume posição
contra a delação premiada em investigações. “Eu respeito as instituições e a
delação premiada tem que continuar, mas com o devido processo jurídico e
legal, com provas contundentes materializadas,
para que essas injustiças não ocorram”.

Dúvida no ar

Baldy não pensa em se afastar da presidência do PP ou na
estruturação do partido para as eleições. Diz que o foco total está na defesa
no processo e que ainda vai refletir sobre sua permanência na política e na
vida pública.

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Desconversa

“Sequer passa pela cabeça essa reflexão de sair ou ausentar
(do partido). Os esclarecimentos estão sendo feitos depois da forma como foi
julgado pela opinião pública sem sequer ter a oportunidade de me defender”, afirma.

Alegações

Sobre as apurações, Baldy garante que todos os recursos e
imóveis citados estão devidamente declarados no imposto de renda e que vive uma
“tragédia pessoal”.

Goiás lá

O Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) retoma hoje debate sobre a possibilidade de reconhecer abuso de
poder religioso em campanhas. O caso se refere à cassação do mandato da
vereadora de Luziânia, Valdirene Tavares, eleita em 2016.

Votação

O relator, Edson Fachin, e o ministro Alexandre de Moraes
votaram pela não cassação do mandato. No entanto, Fachin defendeu a “separação
e independência entre Estado e religião para garantir autonomia de escolha dos representantes
políticos”.

Significa?

O Ministério Público Eleitoral pede a cassação do mandato
por abuso, já que a então candidata se reuniu na catedral da Assembleia de
Deus, localizada na cidade, para pedir votos aos membros da congregação.

O retorno

As operações Cash Delivery e Confraria voltaram para a
Justiça Federal, por decisão do juiz eleitoral Mábio Macedo. As investigações
miram Marconi Perillo e Jayme Rincón por crimes de corrupção, lavagem de
dinheiro e organização criminosa.

Memória

São apurados pagamentos de propina aos tucanos pela
Odebrecht, além de supostos desvios na Companhia de Desenvolvimento de Goiás
(CODEGO).

CURTAS

– Deputados estaduais aprovaram em primeira votação projeto
que adiciona restrições para empresas em licitações da Goinfra.

– O projeto do governo prevê suspensão por 24 meses das
prestadoras que atrasarem ou abandonarem contratos com a agência.

– Termina hoje o prazo para que os municípios se cadastrarem
no Coindice/ICMS, da Secretaria da Economia.