quarta-feira, 15 de julho de 2026

Daniel, Wilder e Marconi saem do sofá e buscam o cidadão-eleitor

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 15 de julho de 2026 às 09:31
Daniel, Wilder e Marconi saem do sofá e buscam o cidadão-eleitor
Ilustração: Takeshi Gondo

Depois de semanas anestesiados, em boa parte devido à Copa do Mundo, os pré-candidatos ao Governo de Goiás finalmente saíram do banco e entraram em aquecimento. As agendas de Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) ganharam corpo na última semana, ainda que em ritmos diferentes.

Criticado por aliados por “jogar parado”, Wilder colocou o pé na estrada e visitou cidades do Vale do Araguaia ao lado de Ana Paula Rezende (PL), sua vice na chapa. Deu uma pausa para se dedicar à agenda no Senado e, a partir desta quinta-feira (17), ele e Ana Paula retomam a agenda no Vale do Araguaia. No Nordeste goiano, Marconi Perillo cumpriu agenda na tentativa de reaquecer prestígio antigo em território conhecido. Daniel Vilela, por sua vez, intercalou a rotina: de dia, expediente administrativo no Palácio; de noite, veste a camisa de pré-candidato à reeleição e recebe lideranças de todo o Estado.

Diante desse cenário, pode-se dizer que os três entram em ritmo de campanha, que começa oficialmente dentro de um mês. Só que cada um carrega um desafio bem diferente pela frente. Na liderança das pesquisas, Daniel Vilela segue com o problema de não apresentar nada de novo além de ser o sucessor de Ronaldo Caiado (PSD). Sem grandes obras para entregar e sem novidades na área social, sua pré-campanha segue no piloto automático.

Para Marconi, o desafio é diminuir a rejeição, sobretudo na Grande Goiânia, onde eleitores de maior renda e escolaridade ainda se lembram da criminalidade do fim de seu quarto mandato. Restam-lhe o carisma pessoal e o legado para transpor essa barreira. Já Wilder ainda não conquistou por completo o apoio do bolsonarismo. A militância orgânica e ativa continua adormecida para sua pré-campanha. Para muitos, falta ao senador o verniz ideológico capaz de despertar essa base.

O fato é que os pré-candidatos enfrentam desafios distintos, mas cobram a mesma urgência. Falta um mês para a largada oficial. Quem não resolver antes do tiro de largada, entra na corrida já correndo por fora.

Não tem fundo, caça com filiado
A maior parte dos partidos vive do Fundo Partidário. Mas há um grupo que sobrevive sem esse repasse por não superar a cláusula de barreira. No PSTU, os filiados foram responsáveis por R$ 1,06 milhão em contribuições, 75% da receita anual do partido. Já o Agir arrecadou R$ 873,7 mil, sendo R$ 692,5 mil vindos de doações de pessoas físicas.

Missão passa o boleto
Dentro do site Quero Apoiar, o Missão lidera em valor arrecadado. Renan Santos, pré-candidato a presidente da legenda, recebeu mais de R$ 1,1 milhão doados por cerca de 19 mil pessoas.

Violência e Lula
Pesquisa Nexus, encomendada pelo BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira (13), aponta que a maior preocupação dos brasileiros é violência e criminalidade, com 29% das menções. Em segundo lugar vem a corrupção, com 24%. Duas áreas frágeis do governo, que podem virar dor de cabeça para Lula (PT) na campanha.

10% mais ricos
Basta ganhar R$ 3.590 por mês para já entrar no seleto grupo dos 10% mais ricos do Brasil. Parece piada, mas é o que o IBGE revelou na maior pesquisa sobre renda do País. E o resultado, meus amigos, tem nome e sobrenome: quase 20 anos de PT no poder.

Pai e filho
O engajamento de Paulo do Vale (PSD) na pré-campanha de Lucas do Vale (PSD) a deputado federal tem gerado uma boa dose de inveja em outros pré-candidatos. “Deu ao filho um mandato de estadual, agora vai dar um de federal. Quem dera eu ter um pai assim”, comentou, sob reserva, um político.

Centrão neutro
A pré-campanha de Lula (PT) aposta na neutralidade do Centrão para isolar Flávio Bolsonaro (PL) no radicalismo bolsonarista e, assim, avançar sobre o eleitorado de centro em um eventual segundo turno.

Contra o tempo – O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, minimizou nesta segunda-feira (13) a falta de apoio do Centrão a Flávio Bolsonaro (PL). “Temos tempo até 5 de agosto”, afirmou.

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