segunda-feira, 3 de agosto de 2026
SAÚDE MENTAL

Insônia frequente pode sinalizar transtornos emocionais e exige atenção especializada

Dificuldade para dormir por semanas, irritabilidade e fadiga constante podem indicar ansiedade, estresse crônico ou depressão; médico alerta para os riscos de tratar o problema sem orientação

Luana Avelarpor Luana Avelar em 3 de agosto de 2026 às 20:00
Insônia

Uma noite mal dormida pode ter explicação simples: estresse pontual, preocupação ou mudança de rotina. Quando a dificuldade para iniciar ou manter o sono se repete por dias ou semanas, o quadro pede atenção diferente. A insônia também pode aparecer como despertar precoce acompanhado de sensação de descanso insuficiente.

Os efeitos vão além da noite. Fadiga constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória e queda de produtividade estão entre os sinais mais frequentes durante o dia. Em crianças e adolescentes, a desregulação do sono pode aparecer como alteração de comportamento e piora no desempenho escolar.

A persistência do quadro muitas vezes está associada a ansiedade, estresse crônico e depressão. Nesses casos, forma-se um ciclo difícil de interromper: a privação de sono amplia o desgaste emocional, enquanto a tensão torna o adormecimento cada vez mais difícil. “O sono é um dos principais indicadores do equilíbrio do organismo e alterações persistentes devem sempre ser investigadas com atenção clínica”, afirma o médico Marcelo Godoi Cavalheiro.

O que desregula o sono

Férias, viagens, mudanças de horário e uso excessivo de celulares e computadores à noite são fatores que desorganizam o ritmo do sono. A exposição às telas, somada à falta de horários regulares, tende a manter o organismo em alerta quando deveria desacelerar.

Quando buscar avaliação médica

A consulta é recomendada quando a dificuldade para dormir permanece por semanas, interfere nas atividades diárias ou provoca piora da qualidade de vida. Ansiedade ao deitar, angústia noturna e necessidade recorrente de medicamentos, sobretudo com automedicação, também merecem atenção.

O diagnóstico não depende apenas do número de horas dormidas. A investigação considera hábitos, rotina, estado emocional e possíveis condições de saúde relacionadas. O tratamento é individualizado e pode envolver mudanças na higiene do sono, psicoterapia e, em determinados casos, acompanhamento psiquiátrico com uso criterioso de medicamentos.

Manter horários regulares e reduzir estímulos luminosos antes de dormir são medidas úteis, mas não substituem a avaliação profissional quando o problema se torna recorrente. A intervenção precoce ajuda a impedir que a insônia se torne crônica e comprometa o bem-estar físico, emocional e social

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