Coluna

Deputado rejeita CPIs da saúde e propõe transparência

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 02 de maio de 2018

Dois deputados estaduais buscam assinaturas em requerimentos
para criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) sobre o sistema de saúde
em Goiás. As manifestações foram feitas depois da confirmação do projeto, a ser
enviado pelo governador José Eliton (PSDB), que deixa com o estado a regulação
de vagas de UTI, retirando os municípios. O pedido de José Nelto (Podemos) busca
investigação sobre as filas para cirurgias eletivas, enquanto que Karlos Cabral
(PDT) propõe inquérito sobre os leitos de UTI. Nenhum dos dois alcançou ainda
as 14 assinaturas necessárias para instalação. “Existe uma insegurança da
população sobre em quem acreditar. Falta credibilidade das informações porque
não há transparência. Já é Lei a transparência de filas de espera para
cirurgias e exames de alto custo. Agora estamos incluindo a transparência na
regulação de UTIs, o que é fundamental para salvar vidas”, afirma o deputado
Francisco Junior (PSD). Uma CPI pode ajudar? “Contribui quando não se tem
informação. Não é o caso. Já estamos buscando mais transparência”, responde.

No caso

“O resultado final de qualquer CPI, quando não acaba em
pizza, é encaminhar sugestão de denúncia ao Ministério Público. Só que o MP já
está atuando no caso da saúde em Goiás”, considera Francisco Junior.

MDB x PSDB

Deputados consideram que a divergência entre Estado e
prefeitura de Goiânia, apesar do tom ameno de José Eliton e Iris Rezende, pode
render mais debate político, em ano eleitoral, ao invés de busca efetiva por
soluções.

“Daniel na cova dos
leões”

A passagem bíblica do antigo testamento foi citada pelo
vereador Clécio Alves (MDB), pré-candidato a deputado estadual, para definir as
consequências da defesa do ex-governador Maguito Vilela, por conversas e até
aliança entre MDB e PSDB em Goiás. O pai do pré-candidato ao governo, deputado
federal Daniel Vilela, chegou a afirma que o filho e o governador José Eliton
(PSDB) teria desprendimento e maturidade para terem conversa sobre a
possibilidade, mesmo que a parceria não seja fechada. “É incompreensível um
negócio desse. Não tem cabimento. Como explicar uma aliança dessas para o povo?
O eleitor não entende união de adversários históricos no estado e, se
acontecer, qualquer outro candidato que surgisse ganharia, se governo e
oposição se unirem”, afirma Clécio. O vereador ainda avalia o resultado da
declaração de Maguito considerando o processo de estruturação da
pré-candidatura de Daniel. “Foi um desastre em um percurso para o êxito na
eleição. Ele deveria pedir desculpas. O Maguito tentou jogar Daniel na cova dos
leões”, critica o parlamentar.

CURTAS

Aqui não! – Michel
Temer foi ao centro de São Paulo, onde  um prédio ocupado por sem-teto
desabou ontem. Hostilizado, deixou o local rapidamente. 

Adoção – A Via
Pet, em parceria com a ONG Santuário, realiza neste domingo (6) feira de adoção
de animais, com filhotes e adultos. Informações pelo 3541 3507.

Habitação – O
Feião da Casa Própria, da Caixa Econômica Federal, será realizado no Centro de
Convenções de Goiânia, de 18 a 20 de maio, para negociar 6.663 imóveis.

Sem chance!

A senadora Lúcia Vânia (PSB) negou interesse em suplência de
Marconi Perillo (PSDB), como chegou a ser especulado na base governista. Ela se
apega aos números de pesquisas que a colocam no páreo com o próprio ex-governador.

Plantação

“Eu não me prestaria a ser suplente, uma vez que os números
na pesquisa me colocam em posição de igualdade com ex-governador. Agora, é
preciso que ninguém acredite em notícias plantadas com objetivo de prejudicar
as pessoas”, criticou.

Fogo amigo

Ainda criticando movimentos de ataque dentro da base, a
senadora definiu: “Não vou tolerar mais que o meu trabalho, o meu legado, a
minha trajetória sejam desqualificados”, alfinetou.

Defesa

A Associação dos Procuradores do Estado de Goiás (Apeg)
acionou assessoria jurídica para representar 45 procuradores do estado,
convocados pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-GO. 

O caso

Tudo porque a PGE representou a Goiás Fomento e venceu em
duas instâncias em processo que causaria pagamentos ao impetrante no valor de
R$ 40 milhões. Depois da derrota, o autor da ação representa contra os
procuradores junto à OAB-GO. 

Generalizando

“A Apeg repudia veementemente a
tentativa de descaracterizar o papel dos procuradores do Estado, reiterando que
o ato desrespeita toda uma categoria”, afirmou o
Presidente da Associação, Tomaz Aquino.

 

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