Coluna

Deputados goianos admitem desafios políticos de Bolsonaro

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 23 de outubro de 2018

A provável eleição com folga do deputado federal Jair
Bolsonaro (PSL) neste segundo turno não garantirá a ele, ao menos não
automaticamente, uma base consolidada na Câmara para executar as mudanças que promete.
A avaliação é de deputados goianos acostumados com as articulações em Brasília e
que apoiam a candidatura do capitão. “O novo presidente vai ter um Congresso
com muita gente nova, inexperiente, e o Bolsonaro tem que se cercar de pessoas
que conheçam a Câmara e saibam articular. Torço pra que dê certo, mas, sem o
apoio do Congresso Nacional, com certeza viveremos dias muito difíceis no
País”, aponta o único deputado eleito pelo PSDB em Goiás, Célio Silveira, que
seguirá para seu quinto mandato. “Não é fácil construir uma base e a
articulação é necessária. Tanto que a condução tem sido feita pelo deputado
Onyz Lorenzoni (DEM/RS), que deverá ser o ministro da Casa Civil, para ter essa
boa relação política para retomarmos o desenvolvimento”, aponta o deputado
federal licenciado e ministro das Cidades, Alexandre Baldy (PP).

Rede X fake

O Facebook decidiu ontem remover 68 páginas públicas e 43
contas da rede social que replicavam  postagens favoráveis ao presidenciável
Jair Bolsonaro. Os canais já haviam recebido milhões de interações.

Robôs

De acordo com a empresa, os responsáveis por essas páginas
usavam contas falsas ou múltiplas contas com os mesmos nomes, violando
políticas de autenticidade e de spam. Todas eram controladas pelo grupo
Raposo Fernandes Associados (RFA).

Prefeitura nega
retirada

A Secretaria Municipal de Finanças nega que exista qualquer
definição sobre a retirada do projeto de novo Código Tributário da Câmara de
Goiânia, como chegou a ser aventado por vereadores da base do prefeito Iris
Rezende (MDB). A expectativa no Paço Municipal é de ver a aprovação da revisão
do Plano Diretor ainda neste ano, no entanto, não abre mão até agora da
tramitação do Código. “Até porque apenas o IPTU não vigorará no ano que vem.
Todas as outras modificações, se o CTM for aprovado este ano, têm vigência em
2019. Apenas o IPTU teria vigência em 2020. A Sefin vai cumprir a diligência
dentro do prazo legal, que é 1º de novembro, e ver como ficará efetivamente a
proposta do IPTU”, informa a pasta. Há tentativa de resolver divergência entre
o modelo proposto pela prefeitura, o desenhado pelos vereadores, a proposta da
Fieg/Secovi e a proposta da vereadora Sabrina Garcês (PTB). A prefeitura define
que só tomará uma decisão sobre a manutenção ou não do projeto depois que
houver uma definição sobre o IPTU.

CURTAS

Antecipado – Por
conta do feriado de Aniversário de Goiânia, nesta quarta-feira (24), a sessão de
hoje na Assembleia Legislativa será pela manhã, às 9h.

Oportunismo – A
Petrobras anunciou a segunda queda seguida na gasolina nas refinarias (2%).
Mesmo assim, o valor médio nas bombas em Goiânia segue de R$ 5,00.

Continua – André
Luiz Pitta venceu o empresário Lélio Júnior e segue no comando da Federação
Goiana de Futebol pelas próximas quatro temporadas.

Ranking

A cidade de Goiânia ficou apenas entre os piores 20
municípios de Goiás no quesito transparência, segundo mostra relatório do
Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que avaliou o atendimento à Lei de
Acesso à Informação (LAI).

Referência

O TCM toma como base os Portais de Transparência das
prefeituras e mediu o serviço apresentado no primeiro semestre de 2018. Goiânia
ocupa a 229ª posição, dos 246 municípios, com nota 59, em pontuação de 0 a 100.

Pelo tempo

O último relatório faz referência ao fim de 2017, quando a
capital estava apenas na 213ª posição. E piorou. O primeiro lugar é de Santa
Helena de Goiás, que tem nota 98. A prefeitura de Goiânia anunciou mudanças no
Portal da Transparência.

Saúde

A Superintendência Regional do Trabalho encaminhou ao MPF representação
criminal contra a Secretaria Estadual de Saúde. O motivo é o descumprimento
do termo de interdição decretado pelo órgão no Hospital de Urgências
de Goiânia (Hugo).

Detalhes

Foram descumpridos de termos de interdição e notificações
praticados pela Superintendência. As informações vêm do detalhamento da
finalização da auditoria do trabalho que vinha sendo feita no Hugo.

Inviável

O documento afirma que “o Hugo não tem condições de receber
novos pacientes, contudo, a SES e a Superintendência de Regulação e Ministério
do Trabalho não tomaram as providências necessárias para reduzir a taxa de
ocupação”.

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