Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Coluna

Deputados minimizam alterações por meio de ‘jabuti’

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 19 de junho de 2019

Ferramenta regimental, mas considerada rotineiramente como
tortuosa, a apresentação e aprovação de matérias por meio de ‘jabuti’ foi marca
da atuação parlamentar na última legislatura, com destaque a ex-deputados que
não alcançaram nas urnas a recondução à Assembleia Legislativa, mas de fato não
foi extinta depois da eleição de 2018. Na última oportunidade em que o exótico
animal rondou os corredores da Casa, serviu para decretar derrota do governo
estadual, que não teve tempo para articular contra a permissão de reeleição do
presidente, Lissauer Vieira (PSB). “Há a possibilidade de discussões, mas não
podemos falar em jabuti neste caso, já que houve transparência e discussão
sobre a proposta”, argumenta o autor da PEC que recebeu a emenda desafeta ao
tema inicial, deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania).

Daquele tempo

Líder da bancada do PSDB, Talles Barreto também defendeu o
último jabuti. “Foi discutido. Acho que é legítimo e legal”, alega. Não era
contra as manobras antes, na base do governo, e não é também agora, na
oposição.

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Outro lado

Defensor da tal ‘nova política’, Humberto Teófilo (PSL)
votou contra a emenda e conta que “ficou por fora do debate e causou estranheza”.
“Não teve discussão nenhuma em relação a isso”, constata o caiadista.

Sem problema

“Eu vejo com muita tranquilidade, até porque ninguém sabe o
que vai acontecer no futuro. É justo para o parlamento e houve muita
transparência” rebate o presidente Lissauer.

Ranking negativo

O estado de Goiás ficou
em sexto em ranking nacional entre unidades da federação com maior número de
obras de grande porte paradas. Boa parte delas lançadas no finado programa
“Goiás na Frente”

Números

O levantamento tem
base em informações de 33 tribunais de contas sobre construções em todo o país
e conta 116 grandes trabalhos parados por aqui, segundo a Associação dos
Tribunais de Contas.

Responsabilidade

O estudo aponta que as
obras sem conclusão são de responsabilidade dos seguintes órgãos do governo: Goinfra,
Saneago, Secretaria da Saúde, Secretaria de Indústria e Comércio, Agehab,
Codego e Ipasgo.

Data marcada

Depois de intenso debate e derrota do governo Caiado, a PEC
que trata da Inovação e reeleição do presidente da Alego está na pauta para
segunda votação em plenário na próxima terça-feira (25).

Sem chance!

O secretário Saúde, Ismael Alexandrino, considera a compra
pelo governo do Hospital do Servidor Público, do Ipasgo, para instalação do
novo Materno Infantil. Só que os sindicatos não concordam com a tese.

CURTAS

– O PIB goiano subiu 1,3% no primeiro trimestre, em
comparação com o mesmo período do ano passado. Acima da média nacional.

– O Instituto Mauro Borges (IMB) mostra que agropecuária
(1,1%), indústria (1,4%) e serviços (1,2%) puxaram o número para cima.

– Líder do governo no Congresso, Joice
Hasselmann garante que ainda tentará validar o decreto das armas.