Deuses do Olimpo acima do bem e do mal, ninguém sai em defesa do STF
Jjuristas e intelectuais sérios intensificam alertas sobre o crescente poder dos ministros
Há mais de dois anos que juristas, intelectuais sérios e não engajados ideologicamente intensificam alertas sobre o crescente poder dos ministros que ocupam a mais alta instância da Justiça do País. Constitucionalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) é a última palavra sobre direitos e deveres, mas passou a ser uma Corte política e interpretativa da Constituição conforme os interesses pessoais, da esquerda, principalmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas o poder subiu no telhado e parte considerável dos 11 ministros passou a se comportar como deuses do Olympus, acima do bem e do mal. Agem como se não tivessem que prestar contas a ninguém, nem aos seus colegas na Corte.
Entretanto, pode-se afirmar sem erro que o ministro Alexandre de Moraes encabeça a lista dos mais odiados do País. Não só por sua atuação como magistrado, sobretudo pelo sadismo em que aplica suas sentenças, notadamente se o acusado for de direita ou crítico de Lula e do STF. Esse desarranjo na balança da Justiça se iguala a uma biruta de aeroporto que se move conforme o vento. Como se explica aos juízes terem parentes advogados com ações no Supremo? Para Alexandre de Moraes parece normal. No entanto, aos olhos da população, que paga suas mordomias que vão muito além do salário de R$ 46.366,19, é um acinte à decência pública.
E Dias Toffoli, com seu clube de luxo, Tayayá Acqua Resort? Não bastasse esse tráfico de influência, acrescente-se ao seu prontuário ter anulado quase todos os processos que envolviam os “cumpanhêros” da Odebrecht. Mas os ministros do STF não param por aí e acumulam uma montanha de atos que contrariam a percepção de ‘justiça’ da população. Por isso, até o momento, nenhuma voz se levantou para defender a Corte, a não ser o ministro Flávio Dino. Para ele, quem tem que fiscalizar o STF é o… STF e só ele pode elaborar uma “reforma no Judiciário” e não outros Poderes externos. Ou seja, mudar para ficar do mesmo jeito.
Dino põe o pé na porta
Flávio Dino é o ministro do STF mais político da Corte e sabe jogar o jogo do poder. Em seu duro artigo publicado no portal de notícias ICL, ele escancara a divisão da Corte e dá recado enviesado ao ministro Edson Fachin. Entre as farpas, a crítica ao ‘Código de Ética’ que ele e sua turma, composta por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin, torcem o nariz contra. Dino defende que o próprio STF faça sua reforma, ou seja, mudar tudo para ficar do mesmo jeito.
Marketing reverso
O embate de Romeu Zema (Novo-MG) com Gilmar Mendes passou a ser visto como um trunfo entre aliados do ex-governador. Ao elevar o tom contra o STF, Zema ganha projeção nacional e constrói um adversário claro. O risco é alto, mas o retorno político também.
PCC na mira
Donald Trump ganhou mais um argumento para avançar na classificação do PCC como organização terrorista. Reportagem do The Wall Street Journal retrata o PCC como uma “potência global de cocaína”, reforçando a pressão pelo enquadramento.
Oportunidade Agora
Entre os prefeitos mais inovadores dessa nova safra de lideranças políticas, o de Rio Verde, Wellington Carrijo (MDB), se destaca e ganha projeção além do município. A mais recente conquista para a população rioverdense é o anúncio do programa Jovem Trabalhador, desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social, liderado pela primeira-dama Lillian Lázara Faria Carvalho de Pinho. O ‘Oportunidade Agora’ tem um olhar especial para quem mais precisa de apoio para dar o primeiro passo no mercado de trabalho.
Sempre ela
Mais uma vez o PSOL voltou a tensionar a relação com o setor produtivo. Em publicação no X, a deputada federal Erika Hilton (SP), sempre ela, criticou donos de shoppings por se posicionarem contra o fim da jornada 6 por 1, reforçando a narrativa de confronto com empresários.
Recado de Trump – Ao expulsar dos EUA o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, que monitorava o ex-deputado federal e ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, o presidente norte-americano Donald Trump mostra que vai jogar duro contra o petista.