Disputa desigual entre novatos e ‘donos’ das emendas parlamentares
Candidatos que disputam eleição pela primeira vez percebem que o ‘modelo’ eleitoral foi concebido para favorecer os ‘donos’ das emendas parlamentares
Candidatos que disputam eleição pela primeira vez percebem que o ‘modelo’ eleitoral foi concebido para favorecer os ‘donos’ das emendas parlamentares. Alguns desistem, outros vão atrás do bolso do candidato majoritário pedir recursos. Se antes já era difícil, hoje enfrentar mandatário sem caixa é impossível. Até o momento, ninguém quis colocar a mão no bolso para disputar com os atuais mandatários de plantão. Parte da responsabilidade por essa distorção eleitoral pode ser creditada ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (à época no MDB). Ele foi quem abriu a porteira das emendas orçamentárias de execução obrigatória.
Hoje um deputado federal indica cerca de R$ 150 milhões durante o mandato, além de ter participação nas emendas de bancada e nas de comissão, que também são de execução obrigatória. Isso libertou os parlamentares do velho presidencialismo de coalizão, de voto em troca de cargos, mas trouxe um preço salgado para o povo brasileiro. O primeiro problema é econômico. E nem precisa ser doutor em economia para entender. Com o orçamento na mão de 531 deputados federais e 81 senadores, o ajuste fiscal tão necessário para o Brasil fica quase impossível.
Já o segundo problema é político. As emendas viraram gasolina pra manter no poder quem já está no poder. Mesmo sobrenome, mesma cara, eleição após eleição. Renovação, nessas condições, é praticamente utopia, pois quem chega agora não tem nem bala de festim, enquanto os que buscam reeleição têm um tanque de guerra. Quem paga a conta, como sempre, é o eleitor. Diante desse cenário desigual, a renovação na Câmara Federal e nos Legislativos estaduais não vai ultrapassar 30%.
Cadê a segurança digital do TSE?
Flávio Bolsonaro (PL) apareceu filiado ao Missão sem saber, o que travou o registro de sua candidatura. Em 2020, Bolsonaro foi “filiado” ao PT após vazamento de dados. Em 2023, Lula foi para o PL pelas mãos de um adolescente de 13 anos. Três episódios, uma única pergunta: dá para confiar na segurança das eleições brasileiras? O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, restabeleceu a filiação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Partido Liberal. Agiu rápido.
Missão Magul
O suplente de vereador Michel Magul assume a presidência do PSDB em Goiânia com a árdua missão de reduzir a rejeição de Marconi Perillo (PSDB) na Capital, que segue como calcanhar de Aquiles da campanha do ex-governador. Por falar em Magul, o tucano tem acompanhado Marconi em várias agendas.
Michelle é Yvelônia
Durante uma agenda recente pelo Entorno do Distrito Federal, Wilder Morais (PL) foi surpreendido por uma ligação de Michelle Bolsonaro (PL), que apontou Maria Yvelônia (PL) como a candidata bolsonarista na região, mas nada que o senador já não soubesse. Yvelônia estava ao seu lado e aproveitou para agradecer o apoio à ex-primeira-dama.
Mendanha ‘causando’
Diferente da candidatura ao governo em 2022, quando enfrentou dificuldades no Entorno do Distrito Federal pela falta de apoio, o agora candidato ao Senado pelo PRD, Gustavo Mendanha, conta com dois líderes fortes na região. O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), e o de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL). Em entrevista ao programa Momento Político, do Grupo O HOJE, nesta quinta-feira (13), Mendanha disse que tem mais aliados vindo por aí. Como se dizia tempos atrás, Mendanha está ‘causando’.
Roller, o entrevistado do O HOJE – Nesta sexta-feira (14), o Grupo O HOJE recebe no programa Momento Político o ex-prefeito de Formosa e candidato ao Senado, Ernesto Roller (PSDB). A íntegra da entrevista estará disponível nas plataformas digitais e na edição impressa.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.