Eleição de 2026 será o tudo ou nada para Lula, Flávio, Wilder e Marconi
Em 2030, tanto Bolsonaro quanto Lula não terão energia e seguidores messiânicos para monopolizar o debate eleitoral
A eleição presidencial promete ser um divisor de águas: uma derrota de Flávio Bolsonaro (PL) significaria o fim do bolsonarismo nos próximos quatro anos e o mesmo ocorreria com o lulopetismo. Um alimenta o outro centrados em seus dois lideres: Jair Bolsonaro (PL) de um lado; e do lado na esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A previsão é óbvia. Em 2030, tanto Bolsonaro quanto Lula não terão energia e seguidores messiânicos para monopolizar o debate eleitoral. A direita e os conservadores miram em Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Na esquerda, ainda não existe um nome pós-Lula.
Em Goiás, o roteiro é o mesmo, a começar por Marconi Perillo (PSDB). Depois de perder duas eleições seguidas, em 2018 e 2022, esta é a última cartada para voltar a residir no Palácio das Esmeraldas. Por outro lado, Daniel Vilela (MDB) também não tem margem para erro. Desde que Iris Rezende (MDB) perdeu para Marconi em 1998, a legenda ficou 24 anos fora do Executivo estadual, com retorno apenas indireto em 2022, quando Ronaldo Caiado (à época no União Brasil) o escolheu como vice. Agora, com a máquina nas mãos, o apoio de dezenas de prefeitos e uma dúzia de partidos na base, é a vez de Vilela apostar todas as fichas.
Que uma parte do STF quer o fim do bolsonarismo não é novidade. Afinal, alguns de seus ministros deixam esse desejo evidente em entrevistas, recados pela mídia e mesmo em conversas vazadas para a “imprensa amiga”. Esse quadro de “mão na balança da Justiça” a favor de Lula pode ter reflexos em Goiás, caso Flávio perca a disputa à presidência. Pior se Wilder perder o governo para Daniel Vilela (MDB). Ele será tratado a pão e água e sem respaldo nacional. A lógica é simples: o MDB nacional compõe com Lula, adversário visceral do bolsonarismo. Portanto, para Wilder só tem um caminho: vencer.
Desafio em 2030
O bolsonarismo representa de 20% a 25% do eleitorado goiano. Mesmo tendo mais quatro anos como senador, caso perca a disputa, Wilder não pode se dar ao luxo de brincar. Ter mais meio mandato garantido pode parecer segurança, mas não é nada em política. Quatro anos se esvaem rápido. Se Daniel Vilela for eleito governador agora, em 2030 é praticamente certo que o emedebista vá disputar o Senado, justamente contra Wilder, que muito provavelmente não terá mais o bolsonarismo para inflar sua votação. Isso, é claro, se o próprio Gustavo Gayer (PL) não tomar antes o comando do PL Goiás dele e tirá-lo do jogo.
Prefeitos do…
… Entorno ouvem do candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado, e ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (os dois do PSD), pedido de apoio à reeleição de Daniel Vilela (MDB) a governador de Goiás. Um dos prefeitos presentes, Carlinhos do Mangão, de Novo Gama, disse à coluna que Arruda se comprometeu a levar o transporte sobre trilhos até Luziânia. “Arruda disse que, se eleito, leva uma linha do metrô até Santa Maria, cidade do DF ‘colada’ em Novo Gama e que pode beneficiar Valparaíso e Cidade Ocidental”, disse Mangão.
Daniel não foi
Devido à aliança do MDB do DF com a governadora Celina Leão (PP), adversária de José Roberto Arruda e Ronaldo Caiado, o governador de Goiás, Daniel Vilela, que é do MDB, não foi ao almoço com os prefeitos do Entorno. “Seria constrangedor para ambos se ele comparecesse ao evento, mas Caiado e Arruda pediram para os prefeitos se empenharem na eleição de Daniel”, afirmou um dos prefeitos presentes na reunião.
Adriano no jogo
Diante da ‘guerra’ pela vice de Daniel Vilela centrar entre o ex-presidente da Faeg, José Mário Schreiner, e o ex-senador Luiz do Carmo, os dois do PSD, o nome do ex-secretário-geral do governo Caiado, Adriano Rocha Lima, também do PSD, voltou a ser defendido como vice. A sugestão, que pode ser um recado político, partiu do vereador e pré-candidato a deputado estadual, Lucas Kitão (Mobiliza). A conferir.
STF mira Flávio – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) alegou que ele não autorizou o vídeo de IA na convenção nacional do PL. Só que, ao livrar o pai, a tese joga a culpa em Flávio Bolsonaro (PL), que pode, no limite, ficar inelegível.
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