Estado vai atrasar a folha como já ocorre com fornecedores?
O rombo superior a R$ 4 bilhões em 2025 e os quase R$ 900 milhões a cada dois meses neste ano são dois retratos do caos ainda submerso
O Estado de Goiás está moído, conforme O HOJE vem mostrando com base em números oficiais. O rombo superior a R$ 4 bilhões em 2025 e os quase R$ 900 milhões a cada dois meses neste ano são dois retratos do caos ainda submerso. Fornecedores reclamam das contas em aberto. Mas nada vai balançar as estruturas se forem mantidos em dia a folha dos servidores e os programas sociais. Só que o governo não vai ter dinheiro para mais nada. Ou seja, a pasmaceira desses três meses deve continuar e Daniel Vilela (MDB) espera ser reeleito como o antecessor Ronaldo Caiado (PSD), apenas distribuindo verbas públicas para interesses privados.
Além dos compromissos financeiros, há o abandono das obras estruturantes: não há sequer uma no Estado. Nada de duplicações de rodovias. A Saneago investe inversamente proporcional à poluição que produz nos rios. A Equatorial impede a energia limpa e continua entre as piores do Brasil. Há mil escolas precisando de reformas e ampliações. Ciência e tecnologia se reduzem a eventos caríssimos de resultado zero. Não está havendo inauguração de policlínicas e hospitais porque já rebatizou todos os deixados por Marconi Perillo (PSDB).
Há outra bomba mensal que o governo vai explodir no colo dos goianos: pelas próximas décadas, o contribuinte vai pagar as dívidas com a União que o Supremo Tribunal Federal permitiu a Goiás dar o cano nos últimos sete anos. A irresponsabilidade que rendeu popularidade e populismo será sentida no bolso no próximo meio século.
A continuidade dessa política vai atrasar Goiás em cem anos, pois desde o final da década de 1970 o modelo de gestão temerária chegou ao ápice da calamidade pegando verbas de agiotas japoneses para pavimentar estrada sem acostamento, teve apogeu com renúncia fiscal a ponto de dar R$ 1 bilhão para a J&F e atingiu o cúmulo ao adiar as parcelas dos débitos a partir de 2019. As próximas duas gerações já vão nascer devendo milhões de reais cada bebê. (Especial para O HOJE)