Evangélicos, esquerda e a direita buscam se unir contra as bets
Não existe esquina, intervalo de futebol ou stories de influenciador que tenha escapado da avalanche publicitária das bets. Um verdadeiro paradoxo. A última vez que apostas foram permitidas no Brasil foi no ano de 1946, quando hotéis podiam ter cassinos e turistas estrangeiros gastavam dinheiro na terra do pecado. No Rio de Janeiro, capital do País até então, chegaram a existir três impérios: os cassinos do Copacabana Palace, da Urca e do Atlântico. Durou pouco. Em abril de 1946, três meses depois de tomar posse, Eurico Gaspar Dutra fechou tudo.
Agora, um século depois, cresce a pressão de setores da sociedade para proibir, ou ao menos limitar, as bets, principalmente por causa da experiência péssima que a Copa do Mundo proporciona, com comentaristas que dão dica de aposta ao vivo. A influenciadora Virgínia Fonseca chegou a divulgar um vídeo no qual parecia apostar na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina. Não é surpresa que parlamentares dos dois lados, tanto da esquerda quanto da direita, passaram a defender o fim, ou pelo menos a limitação, das bets. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou um projeto para proibir as bets em todo o Brasil. Rodolfo Nogueira (PL-MS) seguiu pelo mesmo caminho.
Só que, a ironia disso tudo, o principal segmento que pressiona pelo fim das bets são os evangélicos, não porque se preocupam com a população, mas porque as bets cresceram tanto que ‘minam’ o dinheiro dos templos. Os fiéis, na grande maioria gente humilde, segundo os defensores do fim das bets, minguaram a oferta do dízimo. Conforme levantamento do Banco Central referente a 2024, em apenas um mês, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família fizeram alguma aposta on-line. Só via PIX, movimentaram R$ 3 bilhões. O valor equivale a cerca de 15% do total desembolsado mensalmente pelo programa, que gira em torno de R$ 20 bilhões. As ofertas caíram. E o evangélico não perdoa quem toca no dízimo.
Celina ‘mata um leão’ por dia na gestão do DF
Até os adversários reconhecem o esforço e a capacidade administrativa da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), para resolver, em tempo recorde, as demandas da população, notadamente na área de saúde. Esse é um dos setores mais desafiadores que existem na administração pública brasileira. O paradoxo é que, na proporção em que melhora o atendimento, mais pessoas procuram os serviços e, pela Constituição, nenhum paciente de qualquer canto do País pode ser recursado. No caso do DF, além da população local, existem demandas vindas de outros Estados, principalmente dos municípios da Região Metropolitana de Brasília. Esse desafio equivale, no linguajar popular, a Celina ‘matar um leão’ por dia.
Podemos na suplência
Ciente do favoritismo do PL para as duas vagas ao Senado na chapa de Celina Leão (PP-DF), o Podemos articula garantir, ao menos, uma suplência, enquanto o Republicanos também namora uma cadeira.
REP. com Bia Kicis
Nesse jogo de suplências, Fred Linhares (Republicanos-DF), que chegou a ser cotado para o Senado, declarou apoio à pré-candidatura de Bia Kicis (PL-DF), movimento que, na prática, mira garantir a primeira suplência na chapa.
Em busca do centro
De olho em ampliar os votos além do bolsonarismo, Maria Yvelônia (PL) aposta em propostas de geração de renda, empreendedorismo feminino e assistência social para atrair o eleitor de centro.
Novo boleto
A aprovação pelo Senado Federal da PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias tirou o sono de muitos prefeitos. O impacto pode chegar a R$ 70 bilhões nos municípios com regime próprio.
Fred no Momento Político – O Grupo O HOJE recebe nesta quinta-feira (16) o pré-candidato a deputado federal Fred Rodrigues (PL) para mais uma edição do Momento Político. A conversa será transmitida no YouTube e chega à edição impressa nesta sexta-feira (17).
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