Gayer tenta dividir o bolsonarismo e desidratar candidatura de Wilder
Como hoje é dia 22, não tem como não falar de mais um capítulo do PL comandado pelo senador e candidato a governador Wilder Morais e da ala comandada pelo candidato a senador Gustavo Gayer. O que se percebe é Gayer cada vez mais próximo do governador Daniel Vilela (MDB), principal adversário de Wilder. Para selar a tampa do caixão da ‘desunião’ do PL goiano, o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), se une aos quase 20 eleitos pelo bolsonarismo que declararam apoio a Daniel. Detalhe: Márcio Corrêa é aliado de Gayer, portanto, para quem sabe ler sinais políticos, esse gesto diz de que lado Gayer está.
Embora aliados de Wilder vejam com naturalidade essa aproximação, haja vista que Gayer trabalhou para que o PL apoiasse Daniel Vilela. “Eu sou o candidato de Jair Bolsonaro e vou continuar sendo o candidato de Jair Bolsonaro. Não importa se tem gente dentro do PL (leia-se Gustavo Gayer) contra. Eu vou continuar com a minha candidatura, ao lado de Ana Paula Rezende, até o final”, diz Wilder à coluna. E ressalta: “Acredito muito na militância e que as nossas propostas para o desenvolvimento de Goiás em moradia, educação, infraestrutura e incentivo ao empreendedorismo vão despertar a população para um novo olhar sobre gestão pública”.
Outro ponto que Wilder frisa é que sua candidatura foi uma decisão de Jair Bolsonaro (PL) e não um projeto pessoal. É fato que Gayer trabalhou muito para levar o PL goiano a apoiar Daniel, mas perdeu a queda de braços com a cúpula nacional da legenda. Desse modo, Gayer sabota o PL de dentro para fora. Não surpreende aliados de Wilder. Por isso, Márcio apoiar Daniel é só mais um capítulo dessa fratura no partido. O problema é que Wilder perde o apoio de uma importante prefeitura como Anápolis. Resta saber se o Márcio terá condições de virar o jogo a favor de Daniel, pois é uma das cidades mais bolsonaristas do Estado.
Corrida para vencer no 1º turno
Estratégia ou não, ao dividir o bolsonarismo, Gustavo Gayer ajuda Daniel Vilela a chegar mais perto da vitória no primeiro turno. Não é delírio, mas Marconi Perillo (PSDB) precisa de Wilder forte para tentar conquistar o segundo lugar. Da mesma forma, Wilder depende do crescimento de Marconi para competir no segundo turno. Esse jogo de ganha-ganha obriga Daniel a vencer no primeiro turno, caso contrário, pode ter dois contra ele na reta final.
Lado adversário
De volta com Gustavo Gayer, ele acabou isolado dentro do PL, não só em Goiás, mas nacionalmente. Ele não pede votos para Fred Rodrigues, um dos nomes mais fiéis ao bolsonarismo. Optou por fazer campanha ao lado da deputada federal Magda Moffato, desafeta de Wilder dentro da legenda. Não só Magda, mas também Ismael Alexandrino que, além de apoiar Daniel, também é aliado de Ronaldo Caiado (PSD), adversário de Flávio Bolsonaro (PL).
Ouve e anota
Daniel Vilela adota a estratégia de carreata, contato direto com a população e reuniões com lideranças. A fórmula não é nova e a maioria dos candidatos faz isso. A diferença são as lideranças que acompanham o governador, a maioria prefeitos, vereadores, deputados e os candidatos ao Senado. A ideia é ouvir, anotar e, eleito, dar prioridade às medidas mais urgentes para a população. O que não faltam são pedidos!
Elo Mendanha
Discreto, mas intenso, o candidato ao Senado Gustavo Mendanha (PRD) pode ser enquadrado na frase que diz: “De grão em grão, a galinha enche o papo”. No caso de Mendanha, compromisso de votos. Nesta sexta-feira (21), ele pôde conferir com lideranças esse compromisso de apoio. “O Mendanha constrói um ele forte com a as lideranças e a população por onde passa”, resume o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL).
Lulinha explosivo – Dentro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a avaliação é que o caso Lulinha vai prejudicar Lula (PT), mas que não existem motivos para foguetes. A campanha mal começou e tem muita água para passar debaixo da ponte.
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