Coluna

Governador rejeita imposição de “medidas duras” a poderes

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 28 de junho de 2019

Rubens Salomão

Decisões sobre venda de empresas estatais (como Saneago,
Metrobus, Celg GT e Iquego), além de suspensão de reajustes e gratificações de
servidores e novos cortes nos incentivos fiscais a empresas, entre outras
medidas, não serão baixadas como imposição em Goiás depois da autorização para
adesão no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Ao menos é o que garante o
governador Ronaldo Caiado (DEM). Segundo ele, o processo não será de cima para
baixo. “As outras etapas virão todas elas discutindo com a Assembleia
Legislativa, Ministério Público, Tribunal de Justiça, todos nós envolvidos no
compromisso de buscar a melhor saída para o estado”, adianta. A indicação do
governador confirmou para deputados aliadas a avaliação de que a prioridade da
gestão é garantir a autorização e os seis meses sem pagar as dívidas com bancos
federais. Os termos do RRF são outra história.

Atacado ou varejo

De olho no segundo semestre e nas possíveis medidas
desgastantes a serem enviadas pelo governo para confirmar o RRF, deputados
começam a especular se o pacote será mandado de uma vez só ou a conta gotas.

Expectativa

O presidente, Lissauer Vieira (PSB), avalia que pacote único
agilizaria a apreciação na Casa, enquanto que o líder da base, Bruno Peixoto
(MDB), acredita em articulação separada para cada tema.

Na prática

As opções, no entanto, ainda estão em aberto. Não há
qualquer definição no governo sobre o passo seguinte à autorização. A
negociação começa em agosto junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Cargos na mira

O Ministério Público começou a apurar supostas
irregularidades na criação de cargos comissionados na Câmara de Goiânia, em
projeto apresentado pelo presidente, Romário Policarpo (PROS).

Ao mérito

A investigação da promotora Villis Marra pretende apurar,
além da criação de novos cargos, possível excesso de comissionados que ocupam
funções de efetivos, mesmo com concurso em andamento. 

Confronto

O debate entre os deputados Amauri Ribeiro (PRP) e Lêda
Borges (PSDB), que não se bicam desde o início da legislatura, ganhou novo
capítulo. Em discussão, Amauri proferiu adjetivos impublicáveis contra ela.

Agora vai!

Agora são três procedimentos contra Amauri. O primeiro é de
fevereiro, mas não chegou ao Conselho de Ética, por “esquecimento”, segundo
Lissauer Vieira. Diz que agora vai encaminhar todos.

Apreciação

Projeto de Lei do deputado Rafael Gouveia (DC) pretende
obrigar que agências bancárias e shoppings forneçam serviços de atendimento
para pessoas surdas, surdo-cegas e com deficiência auditiva.

CURTAS

– A Alego aprovou a nomeação de Gilvan Cândido da Silva para
presidir a Goiás Previdência (Goiasprev).

– Gilvan substitui Marlene Vieira, com quem o governo de
Ronaldo Caiado tem divergências por considerá-la ligada a tucanos.

– O jornalista Vassil Oliveira decidiu deixar a
Agência Brasil Central (ABC), para assumir a secretaria de Comunicação de Iris
Rezende.  

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