Governadoriáveis se recusam a fazer campanha, vão nem em evento grátis
Se continuarem a brincar de estátuas, aí já será agosto, start da campanha oficial, tchau chance de ganhar
A campanha para governador de Goiás está de tal maneira gelada que os pré-candidatos não se movimentam nem quando é tudo de graça. Neste mês, por exemplo, são os rodeios e outros acontecimentos do mundo country. Se os staffs quiserem e seus assessorados toparem, podem ainda aproveitar uma semana de touros e cavalos sacolejando. Detalhe: já pegam tudo pronto, basta ter o ânimo de ir lá e ganhar voto abraçando o público. Fora a de Goiânia, já houve a Pecuária em mais de 60 municípios.
Ao que parece, os principais concorrentes estão satisfeitos com seus desempenhos nas pesquisas, ao menos nas que eles encomendam. Ou seja, a pasmaceira reinante é a preferida. Como não vai aparecer nome novo que supere os já estabelecidos, o próximo ocupante do Palácio das Esmeraldas pode ser o atual, Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o senador Wilder Morais (PL) e alguém do PT, talvez a deputada federal Adriana Accorsi, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno ou, se resolver ter mais uma votação ridícula, qualquer aventureiro.
Ou seja, são políticos experientes. Não se sabe quem os convenceu que a melhor maneira de triunfar nas urnas é ficar quieto, mas o que se vê na rua é… nada. Em junho, haverá as festas típicas do mês, nova temporada de oportunidades de caçar apoio a custo zero. Em julho, centenas de shows nas cidades com rios, lagos, lagoas e outras fontes de diversão. Se continuarem a brincar de estátuas, aí já será agosto, start da campanha oficial, tchau chance de ganhar. É isso mesmo, produção? (Especial para O HOJE)