Coluna

Kajuru se diz cansado e pode renunciar ao mandato de senador

Publicado por: Venceslau Pimentel | Postado em: 12 de julho de 2021

Eleitores do senador Jorge Kajuru (Podemos) vêm se manifestando, nas redes sociais, tentando dissuadi-lo a não renunciar ao mandato. Eleito em 2018 com mais de 1,5 milhão de votos, ele – que desbancou políticos peso, como Lúcia Vânia, Wilder Morais e Marconi Perillo – tem mandato garantido até 2026, mas está disposto a sair de cena, alegando desapontamento com a política. Escalada de críticas contra Kajuru, pelo clã Bolsonaro e parlamentares alinhados ao Palácio do Planalto, veio após entrar com ação no STF, para a instalação da CPI da Covid, e, depois, por gravar conversa com o presidente, que pediu que pressionasse o Senado a analisar pedido de impeachment de ministros do Supremo. 

Enquete 

Ontem, em suas redes sociais, Kajuru (que está com depressão), desabafou, com sinal de abandono do mandato. Disse estar cansado e pediu a opinião de seguidores, se deve ou não permanecer no cargo de senador. 

Quem assume 

Se Kajuru renunciar ao mandato, quem vai assumir no lugar dele é o ex-vereador de Goiânia, Milton Mercêz (Patriota), segundo suplente, já que o primeiro, Benjamin Beze Júnior morreu em 2020. 

Reconciliação 

Crítico do governo Caiado, aos poucos, o deputado Henrique Arantes (MDB) se reconcilia com a base aliada na Assembleia Legislativa. Em junho de 2019, Arantes se declarou oposição ao Governo. Mas agora tem votado a favor de projetos do Executivo. 

No Palácio 

Considerado “dissidente” do PSD, por não acompanhar a movimentação do partido rumo a 2022, o deputado Lucas Calil, que faz parte da bancada de oposição na Alego, foi ao Palácio das Esmeraldas levar demandas de Goiânia a Ronaldo Caiado, junto com Henrique Arantes. 

Bem na foto 

Mesmo tendo ‘abandonado’ o diretório do PSDB de Goiânia, visto como um sinal de que pode deixar o partido, o deputado Talles Barreto pousou para fotos ao lado da bancada do partido na Alego, com o governador paulista João Doria, em sua vinda a Goiânia. 

Tá fora 

E quem não deu as caras na visita de João Doria foi o ainda tucano Francisco Oliveira, já devidamente ambientado na base aliada de apoio ao governador Ronaldo Caiado.

No STF 

Em ação direta de inconstitucionalidade, a Associação Nacional dos Servidores do Ministério Pública questiona norma que submeteu servidores do MP de Goiás ao regime jurídico dos servidores do Poder Executivo. O caso está com o ministro Ricardo Lewandowski. 

Casa nova 

O Republicanos, dirigido em Goiás pelo deputado federal João Campos, ganhou casa nova em Anápolis, para atrair novos filiados, com vistas a dar suporte ao partido nas eleições de 2022. 

CURTAS 

– Quem deu uma forcinha à Prefeitura de Goiânia, na divulgação da maratona da vacinação contra Covid-19, foi a deputada petista Adriana Accorsi, em suas redes sociais. 

– Liquidada extrajudicialmente pelo Governo Collor, em 1990, a Caixego ainda é assunto, quando se trata de reintegração aos quadros do Executivo estadual de ex-funcionários da instituição. O enquadramento é feito por decisão judicial.

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