Coluna

Lincoln aponta “hipocrisia” do MDB ao criticar chapa caiadista

Publicado por: Sheyla Sousa | Postado em: 27 de julho de 2018

Pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo
senador Ronaldo Caiado (DEM), o deputado Lincoln Tejota (PROS) rebate as
críticas recentes de emedebistas ligados à pré-candidatura do deputado federal
Daniel Vilela (MDB). O deputado Wagner Siqueira apontou que a chapa caiadista
é, na verdade, o “plano B” da base governista, enquanto que Maguito Vilela disse
que o grupo “veste a mesma camisa do governo, só que do lado do avesso”. Os
dois fizeram referência ao fato de que três dos quatro membros da majoritária
terem saído do grupo liderado pelos tucanos (Caiado, Lincoln e o senador Wilder
Morais). A exceção é o pré-candidato a senador, Jorge Kajuru (PRP). “A base do
governo era composta por mais de 17 partidos e nenhum pré-candidato vai compor
sua chapa só com partido próprio. Por que então que o MDB tem interesse no
passe da Lúcia Vânia (PSB) e do Vanderlan Cardoso (PP)?”, questiona Lincoln.
“Isso é hipocrisia, porque no mesmo dia em que anunciei definição com o Caiado,
estava tomando café com Daniel Vilela”, reage o deputado.

Estimativa otimista

Mesmo com a maior parte dos aliados pelo interior do estado
ligada à base governista, Lincoln estima que 90% dos prefeitos e líderes
municipais que o apoiariam em
candidatura para deputado federal passaram a apoiar Caiado.

Acertado

“Claro que não deu pra falar com todo mundo, até porque a
decisão de mudar foi rápida. Depois do anúncio conversei e, não só minha base,
como o PROS está inteiro com o projeto de mudança para o estado”, conta Tejota.

PTB encerra
exigências

Depois de postura aparentemente dura e discurso rígido
adotados desde 2017, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em Goiás abandou
qualquer exigência de vaga na chapa majoritária para manter aliança com o grupo
governista ou o apoio à pré-candidatura de José Eliton (PSDB). Depois de
considerar por meses que o partido, pelo tamanho e representatividade no
estado, demandava vaga, agora o presidente da sigla, deputado federal Jovair
Arantes, confirma que abre mão da senatoria, que será ocupada por Lúcia Vânia e
também da vice. “O PTB, exatamente no mesmo pensamento do Demóstenes, abre mão
da possibilidade dessa discussão agora para que a gente possa fazer juntos e
somar o maior número de lideranças para que a gente possa ter a vitória com
José Eliton. Esse é o princípio número”, considera. Antes da confirmação,
Jovair já havia garantido, no início do mês, que não mais mantinha conversas
com partidos de oposição sobre possibilidades para formação de alianças na
eleição deste ano.

CURTAS

Indicação – Deu
no Estadão: Mulher do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a empresária Luana
Baldy (PP) foi cotada para vice de Geraldo Alckmin (PSDB).

Festa ‘julina’ – Aparecida
de Goiânia recebe até amanhã etapa do Circuito Arraiá do Cerrado, realizado
pelo Instituto Idheias Brasil, com apoio da Goiás Turismo.

Garantia – “A
candidatura do Meirelles continua, é uma candidatura já pré-lançada”, afirmou
Michel Temer (MDB), mesmo depois da perda de alianças para o PSDB.

Cargos mantidos

A Comissão Mista da Assembleia Legislativa aprovou projeto de
reestruturação do Judiciário em Goiás, com a criação de 33 varas e a extinção
de outras seis. Era prevista a extinção de 402 cargos, mas o trecho foi
excluído, por iniciativa dos deputados.

Explica?

O relator, Jean Carlo (PSDB), alega que sindicatos e
servidores procuraram deputados, entre eles Karlos Cabral (PDT) e o líder do
governo, Francisco Oliveira (PSDB), para que os cargos fossem mantidos.

Custo mantido

“Um novo acordo foi feito a pedido de deputados que
representam os servidores com o presidente do Tribunal e os cargos serão
mantidos e providos ao longo do tempo com cadastro de reserva”, declarou Jean.

Mais tempo

A Prefeitura de Senador Canedo prorrogou o prazo para
pagamento do IPTU com 20% de desconto. Contribuintes têm até 31 de agosto para
fazer o pagamento à vista. O parcelamento pode ser feito em até oito meses.

Setor produtivo

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg)
emitiu posicionamento contrário à possível elevação da tarifa de energia
cobrada pela Enel, antiga Celg D, em Goiás. A Aneel aprovou audiência pública
para discutir aumento de médio de 15,72%.

Inaceitável

Caso aprovado, o aumento médio passará a valer em outubro. Para
as indústrias, a tarifa pode subir quase 25%. “O mercado não suporta mais
aumento de energia”, avalia o presidente da FIEG, Pedro Alves de Oliveira.

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