Má diplomacia prejudica Brasil e pode ser fatal para Goiás
Os presidentes da Argentina e dos Estados Unidos estão em guerra com o do Brasil, no velho estilo de eles brigarem lá em cima e o povo apanhar aqui embaixo. General sempre escapa ileso; quem morre é a soldadesca. O que custa para Javier Milei, Donald Trump e Lula fazerem igual à Ofélia, do saudoso Zorra Total, e só abrirem a boca quando tiverem certeza? Eles a imitam em outra característica: falam apenas quando estão convictos de que é bobagem. Se fosse idiotia, que muitos identificam em dois do trio, seria uma doença, e teria tratamento. Dois deles sofrem de um mal maior: são menores que o cargo para o qual foram eleitos. Quem morre é a esperança de dias melhores.
As exportações de Goiás para a Argentina, na faixa dos US$ 20 milhões por ano, e para os Estados Unidos, de US$ 641 milhões em 2025, tendem a ser afetadas. Isso coincide com a recusa da Europa em importar carne, animosidade que atingiu também a China. Quando as justificativas são sanitárias, ou até estratégicas, como os chineses fecharem a cara porque o ex-governador Ronaldo Caiado se envolveu na venda, para os americanos, de terras raras de Minaçu, no Norte de Goiás, é inteligível. O que não dá para entender é derrubar mercados vitais, como os dos principais clientes dos goianos — os chineses compraram, no Estado, quase metade dos R$ 75 bilhões em negócios internacionais no ano passado.
Não existe lógica para dois sujeitos, Lula e Trump, arruinarem séculos de relações e quebrarem empresas particulares apenas porque não estudam, não apreciam artes, não consomem literatura e não ouvem boa música. Sua única diversão é produzir frases infelizes.
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