País precisa de propostas para os desafios, e não de polarização
Em meio a uma polarização angustiante entre direita e esquerda, o Brasil segue avançando aos trancos e barrancos em diversos setores da economia. No entanto, a persistente gastança do governo federal e a política de transferência de renda caminham para fragilizar ainda mais o equilíbrio fiscal, ameaçando a próxima década. Diante desse cenário, é urgente que os pré-candidatos à Presidência da República apresentem propostas concretas capazes de recolocar o País nos trilhos. Não há mais espaço para improvisos, tampouco para aumento constante de impostos sem controle do déficit público.
Os chamados “progressistas” acreditam que o Estado possui recursos financeiros ilimitados, mas esquecem que o dinheiro vem da atividade econômica, que hoje dá sinais de enfraquecimento. Não existe progresso sem uma iniciativa privada forte e tampouco crescimento econômico sem uma classe média estável. Além disso, políticas baseadas apenas na transferência de renda por meio de decretos e leis não garantem igualdade de oportunidades. Sem qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho, cria-se uma geração cada vez mais dependente do governo.
Esses desafios precisam estar no centro das discussões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato. Caso seja reeleito, terá de enfrentar medidas amargas de corte de gastos. O mesmo deverá ocorrer se Flávio Bolsonaro conquistar a Presidência. Já em um eventual cenário de terceira via — defendido por Ronaldo Caiado, Romeu Zema e, mais recentemente, pelo escritor Augusto Cury —, a tendência seria uma união entre direita e centro em um segundo turno contra Lula.
Especialistas alertam para riscos fiscais
Economistas, políticos e especialistas em contas públicas têm alertado constantemente para o risco de o Brasil ampliar o déficit fiscal e atingir um endividamento equivalente a 100% do PIB. Críticos afirmam que o pacote de benefícios sociais do governo Lula busca conquistar apoio popular, enquanto parte da população menos esclarecida ignora os efeitos econômicos de longo prazo. Setores produtivos alertam que não adianta ampliar programas sociais se os preços continuam subindo e o poder de compra permanece reduzido.
Ibaneis resiste
Pessoas próximas ao ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, afirmam que ele está tranquilo em relação a investigações ou possíveis delações envolvendo o Banco Master. Aos aliados, Ibaneis garante que segue dialogando com apoiadores e não teme concorrentes ao Senado, como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Erika Kokay, Leila Barros e Sebastião Coelho.
Marconi andarilho
O ex-governador Marconi Perillo participou, no último sábado (16), da inauguração da sede da Associação Goiana dos Ex-prefeitos e Ex-vereadores (AGEXP). Ex-prefeitos derrotados por aliados de Daniel Vilela enxergam no tucano uma possibilidade de retomada política nos municípios. Marconi também intensificou agendas no interior goiano, especialmente na região norte do estado.
Será que cola?
A força política dos municípios também movimenta a base governista. Uma ala do MDB passou a defender o nome da deputada federal Flávia Morais para compor como vice na chapa de Daniel Vilela ao governo de Goiás. A parlamentar possui forte presença eleitoral nos 246 municípios goianos e poderia ampliar o apoio feminino à candidatura.
Aceno de Gayer
O deputado federal Gustavo Gayer fez, no último sábado (16), em Nerópolis, o primeiro gesto público de aproximação com Wilder Morais. Até então reticente em aderir à pré-campanha do senador ao governo de Goiás, Gayer finalmente sinalizou apoio ao colega de partido meses após a definição do nome do PL para a disputa ao Palácio das Esmeraldas.
Empréstimo à caminho — A governadora do DF, Celina Leão (PP), disse que o empréstimo para cobrir o rombo de R$ 6 bilhões do BRB está bem encaminhado. Ela continua a articulação para convencer parte do Governo Federal a dar o aval.