terça-feira, 19 de maio de 2026

Pesquisas internas do PSDB e PL mostram cenário de segundo turno

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 18 de maio de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

A disputa pelo Governo de Goiás segue mais aberta do que boa parte das pesquisas publicadas sugere. Levantamentos internos dos partidos mostram Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) praticamente empatados, com vantagem para o governador, que disputa a reeleição. Estar à frente nas pesquisas não surpreende, afinal, o poder da máquina pública e a grande aprovação do antecessor Ronaldo Caiado (PSD) contribuem para Daniel se manter na dianteira. A máquina garante visibilidade, agenda institucional, contato frequente com prefeitos e presença constante no noticiário.

Mas, quando se olha de perto o desempenho da oposição captado por pesquisas internas, a realidade parece outra e sinaliza um segundo turno. Acrescente nessa perspectiva o desempenho de Marconi Perillo, que tenta reeditar, salvo as circunstâncias e época, a estratégia que o levou ao governo em 1998, quando derrotou a estrutura governista. Ele ampliou os contatos, resgatou velhos aliados e abriu espaço para “ovelhas desgarradas” do poder ao longo dos últimos sete anos. Sua presença na inauguração da sede da Associação Goiana dos Ex-prefeitos e Ex-vereadores (AGEPX) não foi por acaso. Marconi sabe que há naquele grupo muita gente que enxerga sua volta ao governo como o caminho para enfrentar os adversários em seus municípios, hoje aliados do governo Daniel.

Por sua vez, o senador Wilder Morais escolheu outro caminho, o de não entrar em confronto. Por isso, ele evita entrevistas e restringe a agenda a eventos do PL, estratégia que os adversários exploram como fraqueza. No entanto, pesquisas internas do PL mostram que, sem acrescentar o 22 bolsonarista, ele alcança 10 a 12% das intenções de votos, mas, ao associá-lo como candidato bolsonarista, a margem sobre para 25% em média. A prioridade, portanto, é consolidar a identidade bolsonarista da candidatura e reunir lideranças desse campo.

Falência do sistema político
A pré-candidatura de Joaquim Barbosa (DC) a presidente é mais um sintoma da falência do sistema político. Seu nome surge do cansaço de um eleitor espremido entre Lula (PT), que volta a vender, pela enésima vez, a promessa de um Brasil mais justo. Do outro, Flávio Bolsonaro (PL), que até agora pouco apresentou além do sobrenome.

Delúbio entre nós
O Grupo O HOJE recebe, nesta terça-feira (19), a visita de Delúbio Soares (PT). O pré-candidato a deputado federal participa, ao vivo, do programa Momento Político, a partir das 10h. Aliado histórico de Lula (PT), Delúbio deve falar sobre as eleições de 2026 e o futuro da esquerda.

Deu ruim para Maysa
A gestão da prefeita de Iporá, Maysa Cunha, na Região Oeste de Goiás, vai de mal a pior, tanto que, nesta segunda-feira (18), os vereadores aprovaram por 9 a 3 a abertura do processo de impeachment de Maysa. O pedido é da vereadora Heb Keller. Sem apoio político e com a gestão se arrastando desde o dia em que tomou posse, a situação da prefeita tende a piorar junto à opinião pública.

Dirceu elegível
A assessoria de comunicação do ex-ministro José Dirceu (PT) corrige informação publicada pela coluna sobre a situação jurídica do ex-deputado. “Ao contrário do que afirma a coluna Xadrez, o ex-deputado federal e ex-ministro José Dirceu não depende de qualquer julgamento futuro do Supremo Tribunal Federal (STF) para reaver seus direitos políticos, tampouco se encontra sob restrições da Lei da Ficha Limpa.” Pronto, feito o reparo. Dirceu está elegível para qualquer cargo eletivo.

Yvelonia: “PL unido”
A pré-candidata a deputada federal com base no Entorno do DF, Maria Yvelonia (PL), disse que foi muito produtivo o encontro dos pré-candidatos da legenda com o senador Wilder Morais no sábado (16). Yvelonia ressaltou que o partido segue unido e que Gustavo Gayer “está integralmente unido na pré-candidatura de Wilder a governador”, ressaltou.

Funil na Alego – Especialistas calculam que a renovação no Legislativo estadual e no Congresso não ultrapassa 40% das cadeiras. Em Goiás, a renovação na Alego não passará de 10 eleitos entre os 41 deputados. Os reeleitos firmaram acordo de eleger presidente entre os veteranos.

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