quarta-feira, 27 de maio de 2026

Política é importante demais para ser deixada só na mão de políticos

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 27 de maio de 2026
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Foto: Tânia Rêgo/ABr

Povo que não se envolve acaba votando em quem vai se envolver com o que não presta e o ódio à política beneficia os bandidos

 

Pesquisas mostram que o brasileiro está se lixando para a eleição. Isso é péssimo. Povo que não se envolve acaba votando em quem vai se envolver com o que não presta e o ódio à política beneficia os bandidos. Quem ganha nas urnas pode ser incompetente, vagabundo, omisso, vendilhão, sem qualidade alguma, pois tanto faz, não tem explicação a dar de seus atos. Porém, política é coisa séria demais para deixar só na mão de políticos.

Apenas os escolhidos pelos partidos, os jornalistas da área, os fornecedores e os bate-paus de autoridades acham que o Brasil inteiro está ligado no processo eleitoral. Conversa para boy dormir e girl acordar. Por isso é que os políticos atravessam a pré-campanha sem lançar propostas: não tem ninguém para exigi-las.

Um termômetro são os grupos de WhatsApp. Os militantes dos diversos concorrentes abastecidos com postagens prendem a atenção de exatamente ninguém, à exceção de aliados e inimigos. Centenas de participantes fingem ver, ninguém dá a mínima e os banners de briguinhas se circunscrevem aos diretamente enfronhados.

Nas redes sociais, os marqueteiros inflam os perfis dos clientes para vender-lhes a impressão de que fazem sucesso. Engodo. É impossível alguém que não seja militante compartilhar vídeo de político falando de si mesmo. O que faz sucesso popular é meme de engravatados se dando mal.

Fica a recomendação aos staffs dos pré-candidatos: comovam sua caça com a inteligência de seu assessorado, ainda que artificial. E a dica para a grande vítima disso tudo, o eleitor: vire caçador de méritos, mesmo que só encontre deméritos. (Especial para O HOJE)

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