terça-feira, 19 de maio de 2026

Prefeitos engatam nova marcha a ré se não jogarem pesado no DF

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 18 de maio de 2026
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Foto: Robson Cesco/Agência CNM

Dezenas de prefeitos goianos estão na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. É a 27ª e vai terminar como as outras, em nada, se os participantes não jogarem duro com os pré-candidatos a presidente. Terá sido uma marcha a ré, gastaram diárias e tempo à toa. Todo ano se repete a ladainha, líderes locais choramingando, deputados e senadores servindo café e água, os ministros se escondendo e o presidente da República falando o que quer sem ouvir e muito menos resolver o que os prefeitos querem.

O maior ponto negativo de prefeitos, vereadores e secretários é que vão à Praça dos 3 Poderes querendo rosnar e quando veem as autoridades federais começam a miar. Os parlamentares estão nem aí para melhorar o pacto federativo, que concentra os recursos nacionais na União, daí a romaria de políticos estaduais e municipais de pires na mão na Esplanada dos Ministérios. Ajudam a elegê-los e deputados e senadores sequer se movem para atender às reivindicações. Questão de sobrevivência: se os municípios receberem o que lhes é devido, seus representantes no Senado e na Câmara dos Deputados não mais vão ganhar votos como despachantes.

É um descaramento que dá lucro para todos, menos para os cidadãos comuns. O prefeito está devendo para os parlamentares, que financiaram sua eleição na cidade. Então, como vai peitar o credor? Já chega murchinho ao gabinete do congressista. Daí, quem se dana é o Brasil, que manda para Brasília os compradores de apoio, em vez de as melhores inteligências de cada unidade da federação. (Especial para O HOJE)

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