Sandro Mabel mantém um olho na gestão e outro no calendário político
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), ‘mergulha’ fundo na busca de entregas de serviços à população. Ele não espera que os novos mandatários do País assumam seus postos na Presidência da República, Congresso, governo estadual e na Alego, afinal, caminha para a metade de seu mandato. A partir de agora, é um olho na gestão e outro na política, tanto que, na Câmara de Vereadores de Goiânia, emplacou um presidente mais afinado com seu projeto político.
Feitos os cálculos políticos e administrativos com vistas à eleição de 2028 para prefeito e vereadores, a conclusão é a de que, se não estiver bem alicerçado como gestor, a política não terá serventia na hora de pedir ao cidadão-eleitor mais quatro anos à frente dos interesses dos goianienses. Por enquanto, Mabel não externou qualquer discussão sobre seu futuro ou uma possível mudança de sigla. O prefeito conhece muito bem o caminho das pedras e os obstáculos políticos que surgem em ano eleitoral. O principal deles é a montagem de um grupo afinado com a gestão e o projeto de reeleição.
Não à toa que o prefeito colocou a gestão em modo turbo, com grandes investimentos em educação, saúde e mobilidade urbana. Nestes dois anos dedicados a azeitar as contas públicas do município, Mabel sabe que, para ser reeleito, precisa também de apoio político. E a primeira vitória veio com a eleição de Thialu Guiotti (Avante) para a Presidência da Câmara Municipal de Goiânia.
Embora especulem na mídia que Mabel tenha conversado com alguns partidos sobre mudança de sigla, “em momento algum ele manteve conversa sobre esse assunto, até porque ele tem uma ótima relação com o presidente do União Brasil, Bruno Peixoto, mas a política é dinâmica e altera de acordo com as circunstâncias”, resumiu um aliado do prefeito. É fato que vários partidos, como o PSD, Republicanos, Agir, Avante, PRD, entre outros, têm feito acenos a Mabel caso ele queira deixar o União Brasil.
Fator Bruno Peixoto
O presidente da Alego e deputado federal eleito Bruno Peixoto (União Brasil) nunca escondeu o desejo de disputar a Prefeitura de Goiânia, por isso, seria natural ele buscar esse sonho. Nesse caso, o prefeito Sandro Mabel teria dificuldades para obter legenda dentro do União Brasil. Essa tem sido a explicação do serpentário político sobre uma possível saída de Mabel para outra sigla.
Zé Mário de olho
Mesmo com modesta representação parlamentar na Câmara Federal, que elegeu a deputada Marussa Boldrin, o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, por enquanto no PSD, tem tricotado conversas com a cúpula nacional do Republicanos para assumir o controle da legenda em Goiás. Como se vê, ainda tem muito chão para caminhar nessa jornada.
Fred, o retorno
O PL, que saiu das urnas como a maior força política do País, mesmo tendo perdido a eleição para governador em Goiás, deve lançar Fred Rodrigues (PL) para prefeito ou Vitor Hugo. Nunca é demais lembrar que, em 2024, Fred deu o maior trabalho à base caiadista e quase venceu Mabel. Ele tem sido paparicado como possível pré-candidato da legenda em 2028.
Último reduto
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) chega à reta final com trackings internos que indicam virada no Amazonas, no Amapá e no Pará. Caso isso se confirme nas urnas no domingo (25), restaria ao lulopetismo apenas o Nordeste como última fortaleza de resistência num País que, eleição após eleição, caminha cada vez mais para a direita.
É, pode ser!
A coluna teve acesso a um desses monitoramentos internos feitos pelo PL Nacional que aponta a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos. Nas pesquisas mais recentes, o senador aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em 15 dos 16 levantamentos. A conferir.
Na sala de espera – Após dias afastados em razão de ter contraído dengue, Gustavo Mendanha (PRD) voltou às articulações políticas. Ele agora aguarda uma conversa com Daniel Vilela (MDB) para tratar do seu futuro político.
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