Seleção Brasileira perde, mas ajuda o País a voltar para a realidade política
O futebol tem o poder estranho de fazer o brasileiro esquecer que o país real está em queda livre. Nada de novo sob o Sol. Os romanos já tinham essa fórmula: pão e circo à plebe, que ela esquece os problemas que os afligem. Isto não significa que a coluna é contra o futebol ou outra diversão de massa. Longe disto, respeita a torcida brasileira que veste a camisa da seleção e de seus times. O fato é que, com a seleção brasileira eliminada pela Noruega no último domingo (5), o País acordou para a realidade e percebeu que existe uma eleição geral importante pela frente. Apesar de a campanha oficial só começar em 16 de agosto, percebe-se que agora o brasileiro sai da anestesia da Copa e volta a buscar olhar para a realidade cotidiana.
E, no que diz respeito à sobrevivência, na política o cenário não é dos melhores para personagens como o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), senador Jaques Wagner (PT-BA), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente Lula (PT), entre outros que vão para as urnas atolados no lamaçal do Banco Master. Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal, responsável por processar e julgar os envolvidos, faz cara de paisagem, como se nada estivesse acontecendo. Algumas exceções que deveriam zelar pela lei também estão encalacradas. O destaque de suspeitas recai em Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que aparecem nas investigações ligadas a Daniel Vorcaro.
Com tudo isso somado, o eleitor caminha para as urnas numa espécie de prancha de piratas, com tubarões à esquerda e à direita. Resta saber se, na hora de depositar seu voto, vai acordar para a realidade, pois anestesia não há mais.
Alegria no Papelute
O Instituto Paraná Pesquisa fez a alegria do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), ao divulgar a intenção de votos à reeleição. Daniel está com 44,4% e seu concorrente mais próximo, Marconi Perillo (PSDB), com 25,4%, Wilder Morais (PL), 11,5%, e Luis Cesar Bueno (PT), 3,3%, e Telêmaco Brandão (Novo), 1,1%. Com esses números, Daniel ganha no primeiro turno, mas a realidade tem outra leitura: faltam menos de 3 meses para a eleição, no dia 4 de outubro. Tem muito chão para percorrer. O Palácio Pedro Ludovico Teixeira, conhecido politicamente por Papelute, sede administrativa do Governo de Goiás, comemora, mas, no caminho tem muitas curvas.
Fogo amigo
Como se já não bastassem Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), Daniel Vilela (MDB) agora precisará lidar também com a oposição do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), que, sem mais nem menos, usou a prestação de contas na Câmara Municipal para criticar a secretária estadual Andrea Vulcanis (Semad).
Maternidade Célia Câmara
Sandro Mabel (União Brasil) também parece disposto a comprar briga com o maior grupo de comunicação de Goiás. Sob sua gestão, a Maternidade Célia Câmara, que leva o nome da esposa do fundador do grupo, foi entregue à própria sorte.
Primeiro suplente
Gustavo Mendanha (PRD) anunciou, nesta segunda-feira (6), em Rio Verde, Carlos Cardoso Filho como seu primeiro suplente na disputa pelo Senado. Empresário e produtor rural, Carlos integra uma família tradicional do município. Além disso, já foi secretário de Indústria e Comércio em Goianésia.
PIB de Rio Verde
A escolha de Mendanha é estratégica. Rio Verde superou Anápolis e é hoje o 2º maior PIB de Goiás. Sob as gestões de Paulo do Vale (PSD) e Wellington Carrijo (MDB), o PIB do município chegou a R$ 22,3 bi, 200% maior que uma década atrás.
Marconi e Wilder em Trindade – Os pré-candidatos ao Governo de Goiás pela oposição, Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), participaram da missa de encerramento da Festa da Trindade. Os dois não se encontraram por estarem distantes um do outro.
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