Três presidentes se unem para manobrar Congresso nas eleições
Os presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados se uniram com interesses comuns, os próprios, e inflaram a possibilidade de usar o Parlamento para render voto
A produção efetiva do Congresso Nacional costuma decepcionar, sobretudo se comparados os gastos com o que sai de lá para resolver problemas, em vez de os criar. Pois é melhor o distinto público ficar preparado, que vem votação por aí e essa notícia é ruim. Os presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados se uniram com interesses comuns, os próprios, e inflaram a possibilidade de usar o Parlamento para render voto. Lula (PT), Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (UB-AP) voltaram a entrar em acordo, o que significa prejuízo à população.
O principal beneficiado com a negociata é outro presidente, o da federação PP-União Brasil, Ciro Nogueira. De praticamente descartada, sua reeleição a senador voltou a ser possível, pois Lula, que lidera no Piauí, fez pacto de não o agredir. Em troca, a federação não formalizou apoio aos candidatos à Presidência da República. O efeito bombástico mais imediato foi tirar da vice de Flávio Bolsonaro (PL) a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Além do Piauí, outros dois Estados do Nordeste podem mudar de senadores graças ao acordão, Alagoas, que teve rebuliço total e ampliou as chances de Arthur Lira, e Paraíba, onde o pai de Motta, Nabor Wanderlei, entrou no jogo.
Reduzir a jornada 6×1 para 5×2 deixou de ser para descanso do trabalhador ou prejuízo do patrão para ser apenas mais um motivo de votar nesse ou naquele. Outras pautas importantes também se tornaram meros joguetes nas mãos não pesadas de quem faz do Congresso um símbolo da paralisia que tanto horror causa ao contribuinte que o banca. (Especial para O HOJE)
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