segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Verde-amarelo bolsonarista volta às ruas contra Moraes

Wilson Silvestrepor em
Verde-amarelo bolsonarista volta às ruas contra Moraes
Neste 7 de setembro, o bolsonarismo promete recolocar o verde-amarelo nas ruas contra Alexandre de Moraes e resgatar o orgulho de ser brasileiro, que costuma hibernar durante os governos do PT - Ilustração: Takeshi Gondo

É com esse objetivo que o verde-amarelo volta às ruas neste 7 de setembro. Não só o resgate da nacionalidade, mas também um ato político para sensibilizar os “isentões”, que só olham a banda passar e não fazem nada

 

O filósofo, matemático, teólogo e astrônomo Giordano Bruno, no século XVI, ousou desafiar os poderosos da época, principalmente a Igreja, que detinha poderes sobre tudo e todos. Foi condenado à morte por ser inovador e mostrar que o universo era infinito, mas suas ideias não morreram e continuam vivas e provocativas para os donos do poder. Uma de suas célebres frases foi responder aos seus seguidores que pediam a ele reconsiderar suas teorias. “Que ironia pedir aos donos do poder para mudar o poder.”

É isso que ocorre no Brasil de hoje, em que os ministros de Lula no STF, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino, senhores inimputáveis, acima do bem e do mal, querem “restabelecer a normalidade institucional”. Que ironia! É com esse objetivo que o verde-amarelo volta às ruas neste 7 de setembro. Não só o resgate da nacionalidade, mas também um ato político para sensibilizar os “isentões”, que só olham a banda passar e não fazem nada. Neste 7 de setembro, o bolsonarismo promete recolocar o verde-amarelo nas ruas contra Alexandre de Moraes e resgatar o orgulho de ser brasileiro, que costuma hibernar durante os governos do PT.

Não deveria ser assim, mas o patriotismo ostensivo, com bandeira no carro, camisa da seleção, hino em alto e bom som, é hoje quase sinônimo de direita, já que desde a Segunda Guerra a esquerda associa nacionalismo aos regimes autoritários que dominaram a Europa da época. Lula (PT), que de bobo não tem nada, sabe que não vencerá a eleição só com votos da esquerda e tenta, com empenho, sequestrar essa bandeira para si. Aproveita o tarifaço de Donald Trump para repetir “soberania” em quase todo pronunciamento, como quem descobre agora, no fim do terceiro mandato, que existe patriotismo, algo que o PT nunca fez muita questão de demonstrar.

Teste para Flávio
As ruas prometem dar o tom nesse embate. Na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a expectativa é de que o ato na Paulista ganhe fôlego com as revelações sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e seja o ponto de virada sobre Lula, tendência que pesquisas já começam a confirmar.

“Que País É Este?”
Na sexta-feira (4), durante show no Rock in Rio, Dinho Ouro Preto puxou o clássico “Que País É Este?”, da Legião Urbana, com críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal, prova de que nem os setores mais à esquerda escapam do desencanto com a Corte, atolada até o pescoço no lamaçal do Banco Master.

Cota de gênero
Ao prometer quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal, Ronaldo Caiado (PSD) corre atrás de um eleitor que já tem candidato, Lula (PT), enquanto afasta justamente o eleitorado goiano de direita que sempre foi seu e que agora passa a ver em Flávio Bolsonaro (PL) a única opção.

Agenda woke
A força da agenda woke é tamanha que, 30 anos atrás, seria impensável um candidato de direita como Ronaldo Caiado defender cota de gênero para o STF. Só que sejamos justos: nem Flávio Bolsonaro (PL) resistiu à pressão e prometeu internet e celular gratuitos para mulheres.

Plano B
No serpentário político goiano, corre a hipótese de que, se Vanderlan Cardoso (PSD) não se reeleger, ele não teria pudor em virar a casaca no segundo turno e apoiar Wilder Morais (PL), na tentativa de garantir que Izaura Cardoso (PSD) tome posse como senadora. Aliás, mesmo com o marido na chapa de Daniel Vilela (MDB), Izaura até agora não demonstrou apoio ao emedebista.

Lista de traições
Em apenas dez anos, Vanderlan Cardoso (PSD) colecionou uma sequência de traições em seu currículo. Começou a carreira nas mãos de Alcides Rodrigues (PRD), depois se aliou a Marconi Perillo (PSDB) para tentar a Prefeitura de Goiânia. Sem espaço no ninho, virou candidato a senador na chapa de Daniel Vilela (MDB), onde foi eleito e, dois anos depois, disputou de novo o Paço, agora contra o próprio pai de Daniel, Maguito Vilela (1949-2021).

Arruda perde mais uma – Deu o previsto. A Justiça Eleitoral determinou ao candidato a governador do DF, José Roberto Arruda (PSD), a retirada do vídeo em que ele acusa o candidato a vice de Celina, Gustavo Rocha (REP), de perseguição.

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.