“Vidas tardias” acompanha jovens diante de um futuro incerto
Em Vidas tardias, Brandon Taylor acompanha uma geração que chega ao fim da graduação sem encontrar respostas claras para o que vem depois. Ambientado em Iowa City, o romance percorre campus universitário, bares e ruas enquanto escritores, músicos e bailarinos tentam conciliar ambição artística, relações afetivas e a insegurança de construir uma vida adulta.
Entre os personagens estão Seamus, poeta conhecido pelas opiniões afiadas; Ivan, que abandona a dança depois de um acontecimento que muda seus planos e passa a recorrer à pornografia amadora; Noah, bailarino envolvido em relações turbulentas; e Fatima, que divide o tempo entre o trabalho em um café e os ensaios na faculdade. Professores, parceiros, vizinhos e colegas completam uma rede em que as histórias se cruzam e os conflitos se acumulam.
Autor de Mundo real, Taylor constrói um romance coral protagonizado, em grande parte, por jovens negros e gays. Racismo, diferenças de classe e gênero, precarização do trabalho artístico e falta de perspectivas atravessam suas escolhas sem aparecer separados da intimidade. Em Vidas tardias, as grandes incertezas do presente surgem justamente nas amizades, no sexo, na carreira e nas tentativas de descobrir que tipo de vida ainda pode ser construída.
O autor
Brandon Taylor nasceu em 1989, em Prattville, cidade do Alabama, no sul dos Estados Unidos. Graduou-se pela Universidade de Wisconsin-Madison e pelo Iowa Writers’ Workshop, onde foi bolsista do programa de escrita criativa. Além de Vidas tardias, é autor de Mundo real (Fósforo, 2021), finalista do Booker Prize de 2020, e do volume de contos Filthy Animals (2021).
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