segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Vinda de Flávio a Goiânia atesta força de Wilder na cúpula do PL

Wilson Silvestrepor em
Vinda de Flávio a Goiânia atesta força de Wilder na cúpula do PL
Não é só o bolsonarismo, que tem Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a Presidência da República, mas os moderados ou ‘isentões’ que não se manifestavam - Ilustração: Takeshi Gondo

Não há como contestar que as recentes revelações que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master fortaleceram o antipetismo

 

Não há como contestar que as recentes revelações que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master fortaleceram o antipetismo. Não é só o bolsonarismo, que tem Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a Presidência da República, mas os moderados ou ‘isentões’ que não se manifestavam. Em Goiás, essa onda antipetista tem aumentado e o maior beneficiário desse movimento em Goiás é o candidato do PL ao governo, senador Wilder Morais.

A vinda de Flávio a Goiânia, na reta final da campanha, quando poderia estar em colégios eleitorais mais importantes, mostra que Wilder tem respeito e prestígio não só dentro do PL, mas também junto à família Bolsonaro, a verdadeira dona dos votos. Essa eleição será determinante para o futuro do PT e do PL, os senhores da polarização que impedem uma terceira via. Se Flávio não vencer Lula (PT), o bolsonarismo tende a desaparecer ou chegar a 2030 bem enfraquecido. O mesmo vale para Wilder. Se não vencer a disputa para governador, terá que enfrentar Daniel Vilela (MDB) para o Senado em 2030, quando encerra seu mandato.

Caso Daniel vença a disputa, termina o mandato como candidato natural à única vaga para o Senado. Mas, mesmo que venha a perder a eleição e Flávio ganhe, Wilder será o principal líder de oposição. Do lado de Lula, o cenário é parecido, afinal, o PT não tem plano B. Só conta com Lula, que está velho e não terá fôlego para outra eleição, caso perca essa. Já o emedebista tem a faca e o queijo na mão. É sucessor de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o governo com mais de 80% de aprovação, além de ter o apoio de mais de 200 prefeitos e uma dúzia de partidos.

Perder com tudo isso nas mãos seria um atestado de fracasso, capaz até de fazer Daniel repensar se foi uma boa ideia trocar o futebol pela política. Para muitos, o que está em jogo em 2026 não é o poder. É a própria sobrevivência política. E político sem poder é igual a abelha sem ferrão. Assusta, mas não faz mal a ninguém.

PT e CUT forçam greve contra Celina
A greve dos rodoviários, marcada para começar nesta segunda-feira (28) no Distrito Federal, tem nome, apelido e partido: João Jesus de Oliveira, o João Dão Rodoviário, presidente do sindicato da categoria, filiado ao PT e à CUT. Coincidência? Difícil engolir. Quem paga o pato, como sempre, é o passageiro, que só queria chegar ao trabalho, e vira, sem escolha, personagem de uma queda de braço que tem mais de política do que de reivindicação trabalhista. Esse é o modus operandi do PT em época de eleição, principalmente quando está em desvantagem eleitoral.

Tudo ou nada
Sem José Roberto Arruda (PSD) na disputa, que teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petismo aposta suas fichas em um segundo turno contra Celina Leão (PP). Para isso, não medirá esforços, nem meios, afinal, como disse Dilma Rousseff (PT): “Podemos fazer o diabo na hora da eleição”.

Cecílio confusão
Ainda nas redes sociais, Felipe Cecílio (PSDB) virou o assunto do momento, e não por bons motivos. Na manhã de domingo (27), o candidato a deputado federal trocou acusações com Henrique Arantes (PSDB) após o rompimento da aliança firmada entre os dois. À tarde, entrou em bate-boca com Adriana Accorsi (PT) durante agenda de campanha na feira do Jardim Vera Cruz, em Goiânia. Um dia daqueles em que seria melhor ficar em casa.

Tiro no pé
Lula (PT) também resolveu fazer o diabo para vencer esta eleição. Depois de reajustar o Bolsa Família e proibir as bets em plena campanha, o petista agora aposta em influencers para espalhar a fake news de que Flávio Bolsonaro (PL) planeja retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. O episódio já é o 3º maior nas redes sociais durante o mês de setembro, atrás apenas de “Mendonça vs. Moraes” e “Quebra de sigilo Dark Horse”, segundo o Instituto DX.

Caiado em ação – Nas últimas semanas, dia sim, outro também, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) foca sua atenção eleitoral à candidatura de Gracinha Caiado (UB) ao Senado e à reeleição de Daniel Vilela (MDB).

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