Vorcaro era a “galinha dos ovos de ouro” dos políticos
A fábula da “Galinha dos Ovos de Ouro” é ilustrativa para descrever o papel do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seu Banco Master junto aos poderosos de turno. Na fábula, um casal tinha uma galinha que todos os dias botava um ovo de ouro, mas, na ganância de serem abastados, resolveram matar a ‘penosa’ para extrair mais ovos de uma só vez. O final é óbvio: não tinha ovos dentro. Algo parecido ocorria com Vorcaro, que “botava” recursos para todos os senhores do andar de cima, que abriga os poderosos de plantão. Sem distinção de ideologia, seja PT, PP, PSDB, MDB e agora, pasmem, o PL do presidenciável Flávio Bolsonaro.
Essa é a maldição dos governos petistas que, por mais narrativas que façam contradizendo, é nos governos petistas que mais ocorrem escândalos de corrupção. Não que nos outros não tenha malfeito e gente com a mão na “bolsa da viúva”, ou seja, o contribuinte. O ruim é que as maiores roubalheiras ocorrem onde o PT administra. Basta uma pesquisa rápida nos jornais e no Google para obter e constatar esse ranking de desvios públicos. O mais recente, do roubo aos velhinhos aposentados, ultrapassa R$ 1,6 bilhão, sem contar outros menos divulgados. Mas agora, o do Banco Master, foi eclético. Não escapou quase ninguém que não tenha “mordido” em Vorcaro.
No entanto, o espanto é ouvir o áudio de Flávio Bolsonaro (PL), divulgado pelo Intercept Brasil, em que ele pede R$ 134 milhões para o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Mesmo que não configure corrupção com o dinheiro público, neste momento em que, dia sim outro também, o escândalo do Banco Master não sai das manchetes, na mídia, de um modo geral, não fica bem um pré-candidato de oposição a Lula cair nessa armadilha. Por mais que ele explique, a esquerda vai sair das cordas do ringue político e partir para o ataque.
Lula reage e ameaça Flávio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tirou o pé da lama e reagiu diante da queda de popularidade. Ele acelerou medidas de forte apelo popular, como o Desenrola 2.0, a revogação da taxa das blusinhas e avançou com o projeto que acaba com a jornada 6×1. Enquanto isso, nos bastidores bolsonaristas, a apreensão é visível. A avaliação é de que Lula finalmente colocou o governo em modo de pré-campanha, inclusive, utilizando a Polícia Federal, com vazamentos seletivos do Caso Master. Atingiu primeiro Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Bolsonaro, e agora o próprio Flávio.
Longe do centro
Enquanto isso, o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, até ao momento não foi capaz de atrair o eleitor de centro, aquele que votou no PT em 2014, migrou para Jair Bolsonaro (ex-PSL) em 2018 e voltou para o PT em 2022. Dentro do bolsonarismo já há o entendimento de que a estratégia de jogar parado esgotou e que é hora dos “três S”: sola, sapato e suor.
Wilder pelas beiradas
Em Goiás, o pré-candidato a governador Wilder Morais (PL) ainda não reuniu os 18% dos eleitores que se declaram bolsonaristas, enquanto Gustavo Gayer (PL) enfrenta o mesmo problema de Flávio para atrair o centro. O senador Wilder acredita na estratégia de “comer pelas beiradas”, sem entrar em polêmicas por meio da mídia.
Denes, a força do SD
O presidente do Solidariedade em Goiás, Denes Pereira, é visto como um político habilidoso e especialista em montagem de chapas competitivas. Não é à toa que ele é uma das pessoas com trânsito livre junto ao presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força. Na federação Solidariedade-PRD, se destaca como um dos eleitos para a Câmara Federal. Ele tem percorrido dezenas de municípios goianos em tratativas de alianças e conversas com apoiadores.
Nominata competitiva
Especialista em engenharia política, Denes Pereira montou chapa competitiva para a Alego e a Câmara Federal. Essa percepção é aferida pela estratégia montada por Denes, que antecipou a busca de aliados, enquanto os concorrentes ainda tentavam montar chapa para os Legislativos estadual e federal. “O Solidariedade está no jogo para ganhar e contribuir com bons nomes para a Alego e a Câmara dos Deputados”, disse à coluna.
Surpresa no DF – A pesquisa Veritá, encomendada pelo PL, mostrou um cenário adverso para Michelle Bolsonaro (PL). Érika Kokay (PT) liderando com 35,5%, Bia Kicis com 23,8% (PL) e Michelle em terceiro lugar com 22,3%, tida até então como a favorita.