Famílias atingidas pela chuva são cadastradas

Postado em: 02-02-2016 às 00h00
Por: Redação
Agehab estima que moradores de cinco bairros da capital devem ser contempladas com Cheques Reforma, para o reparo de casas danificadas

Thiago Burigato

Um alívio para as famílias da região do bairro Vila São José, atingida pelas chuvas no mês passado, deve vir nas próximas semanas com a entrega dos Cheques Reforma pela Agência Goiana de Habitação (Agehab). 

No dia 19 de dezembro do ano passado, mais de 700 pessoas ficaram desalojadas após as chuvas de mais de 12 horas ininterruptas provocarem a inundação do Ribeirão Anicuns e do Córrego Cascavel, causando alagamentos em bairros das regiões Norte e Noroeste de Goiânia. Vila São José, Vila Roriz, Vila Santa Helena, Vila Fernandes e Gentil Meireles foram alguns dos mais afetados.

Para ajudar a trazer de volta a normalidade à vida das pessoas atingidas, a Agehab começou a fazer o cadastramento de moradores de casas danificadas na tarde de ontem. Nesta primeira etapa, 48 famílias que tiveram seus imóveis afetados serão contempladas. Elas estavam em levantamentos realizados previamente pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e da Defesa Civil. 

A gerente de Articulação Social da Agehab, Perla Oliveira, explica que os demais lotes devem ser atendidos nas próximas etapas. “Continuaremos com o cadastramento nas próximas semanas com base nos diagnósticos da Defesa Civil”, explana.

Aqueles que se enquadrarem no programa receberão cheques para a realização de reformas nas residências. “O valor máximo é de R$ 3 mil, mas não há um valor mínimo estabelecido”, explica Perla.

Após o recebimento da quantia, a gerência de Fiscalização da Agehab deverá fazer o acompanhamento da forma com que o dinheiro está sendo utilizado. “Há um tramite específico que precisa ser seguido, afinal, atuamos com base na transparência pública”, declara a gerente.

Prejuízos

O dinheiro vai fazer diferença para o operador de escavadeira Valdivino Monteiro dos Santos. Sua casa foi uma das atingidas pela enxurrada e ele perdeu todos os móveis.“Só sobrou uma estante de metal. Tudo que era de madeira estragou”, lamenta. 

Ele conta que, desde então, não recebeu nenhum suporte do governo ou município. Sua casa está sendo remontada agora com a ajuda de familiares e amigos da igreja. 

Além dos danos na estrutura da residência, ele corre o risco de ficar, inclusive, sem o carro por conta da chuva. “Ele está no mecânico agora para avaliar se vai ter como recuperar dos estragos”, relata.

Fazendo reparos na casa com suas próprias mãos, Valdivino calcula que já gastou cerca de R$ 4 mil somente na reforma dos muros externos, que sofreram rachaduras com a força das águas. “O prejuízo com os móveis foi de quase R$ 10 mil”, diz.

Ele não descarta entrar na Justiça contra as autoridades em busca de reparo: “Se tiver algum jeito, tem que correr atrás.”

Serviços de limpeza

Enquanto cada morador cuida dos danos de suas casas, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) concluiu no último fim de semana os trabalhos de limpeza e remoção de entulhos e lamas nas ruas dos setores que margeiam os córregos Anicuns e Meia Ponte. Segundo a assessoria de imprensa, foram retiradas mais de duas mil toneladas de entulho, raspagem de terra e objetos danificados e lavaram 15 quilômetros de vias públicas.

O presidente da Companhia, Edilberto Dias, coordenou a ação da prefeitura na região. Ele explicou que todos os moradores receberam os atendimentos necessários. 

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