CPP recebe espaço para mães reeducandas de GO

Postado em: 06-02-2016 às 00h00
Por: Redação
Segundo dados da Seap, menos de dez mulheres estão cumprindo pena nos presídios do Estado com seus filhos atualmente

Thiago Burigato

As detentas da Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia (CPP) e seus filhos receberam ontem (5) celas reformadas com novas pinturas e instalações adequadas para acolher gestantes, parturientes e mães com filhos em fase de amamentação. A inauguração ocorreu durante a manhã com a presença de autoridades da área.

A responsável pela ala feminina da CPP, Aletheia Falcão Pereira, destaca que as obras contaram com o apoio de diversas entidades. “A reforma das três celas foi feita pela Superintêndencia de Administração Penitenciária (Seap) e contou com contribuições trazidas pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), de segmentos religiosos e a mão-de-obra de reeducandos”. 

Já o diretor da CPP, Milton Marques, pontua que os detentos atuaram como eletricistas, pedreiros e pintores. “Eles receberão o benefício da remição pelo trabalho que grante um dia a menos na pena para cada três dias trabalhados”, afirma.

Segundo dados da Seap, menos de dez mulheres estão cumprindo pena nos presídios de Goiás com seus filhos atualmente. Grande parte delas ainda está no período de amamentação. A  criança mais velha tem um ano e cinco meses e está na CPP, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Todas as mulheres grávidas no sistema prisional realizam exames pré-natal, preventivos, colpocitológico, de mama e vacinas. Estima-se que cerca de 20 detentas grávidas estejam na CPP, sendo que a grande maioria já chegou ao presídio nessa condição. As crianças são consultadas por pediatra e o cartão de vacinas é atualizado criteriosamente.

Cuidados à saúde

Diogo Viana, gerente de Assistência Biopsicossocial, diz que “nos casos das mulheres grávidas, dentro do que é preconizado pelo sistema de saúde, são duas consultas de enfermagem, contendo os exames de investigação (HIV, Hepatite, Sífilis), duas consultas com um médico e no mínimo duas ultrassonografias. “A medição de pressão arterial e o acompanhamento por enfermeiras são feitos periodicamente”, ressalta.

As mães demonstraram ter ficado bastante satisfeitas com a nova realidade. “A reforma veio melhorar bastante o convívio com as crianças”, declara a reeducanda Débora Barbara. “O melhor lugar para uma criança é ao lado da mãe”, completa.

O superintendente de Segurança Penitenciária, João Coutinho Júnior, frisa que a reforma é um meio de o governo cumprir seu papel institucional. “Além das pessoas que quebraram o pacto federativo com a Justiça, estamos também custodeando vidas”, diz. “Que essas mães, ao saírem do sistema prisional, mudem de vida, cuidem do seu filho e nunca quebrem esse laço. A excelência do nosso trabalho é fazer com que essas pessoas se recuperem.”

Doações da OVG

A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) teve participação ativa na construção do berçário. A entidade juntou e fez a doação de A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) fez a doação de 40 latas de leite Aptamil II, oito kits de fraldas infantis (totalizando 320 fraldas) e quatro kits de enxoval para bebê.

De acordo com a Gerência da Assessoramento e Benefícios (Gassbe) da OVG, somente em 2015, a organização doou para as unidades do Sistema Prisional goiano um total de 650 cobertores, além de duas cadeiras de banho.

Nesta quarta-feira (9), além das doações feitas ao CPP, a OVG também doou cinco mil cobertores para a Seap, que serão distribuídos entre os presídios do Estado. 

 

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