Feira Hippie Fashion chama atenção pela organização

Postado em: 20-02-2016 às 00h00
Por: Redação
A 35ª feira de Goiânia começou a funcionar nas últimas quinta e sexta-feira. Procura do público ainda é tímida

Thiago Burigato

É difícil não compará-la com a Feira Hippie. No entanto, também é difícil não perceber as diferenças em questão de estrutura e organização. A Feira Hippie Fashion é mais uma opção para os goianienses e turistas em busca de roupas, calçados e acessórios para uso próprio ou para posterior revenda, tipo de atividade que tornou Goiânia uma espécie de destino turístico de sacoleiros.

Inaugurada na manhã da última quinta-feira (18), a feira acumulou em seus dois primeiros dias de funcionamento mais de 7 mil frequentadores. Para o presidente da Associação dos Feirantes da Hippie Fashion (Asconfashion), Valdir Alves de Souza Júnior, o maior diferencial do novo mercado é a sua estrutura.

Localizada na sede da Sociedade Goiana de Pecuária (SGPA), a Hippie Fashion utiliza sua estrutura para garantir estacionamento e banheiros, tanto os trabalhadores quanto para os interessados. “Costumo falar muito sobre a questão da segurança , pois é o nosso maior diferencial. Todo mundo pode andar por aqui sem risco de ser assaltado”, declara Valdir.

Atualmente, há cerca de 500 feirantes no local. A expectativa é de chegar 3.500 em um futuro próximo. “Queremos ocupar toda a área da SGPA. O ritmo para isso vai depender muito do nosso sucesso, mas provavelmente será rapidamente”, diz.

Mesmo ainda pequena e com movimento tímido, Valdir demonstra orgulho do novo espaço. “Nós estamos mudando a concepção do que é uma feira. Muita gente tem deixado de frequentá-las porque não oferecem estrutura, mas nós fizemos um projeto muito bem feito, com auxílio de arquitetos”, ressalta.

Mais segurança

Márcio Alves já atua há alguns anos na Feira Hippie e, agora, trabalha também na Hippie Fashion. Para ele, o futuro desta última é próspero. “Certamente ainda vai ficar bem melhor. Aqui tem mais segurança, é mais organizada”, disse. “As pessoas vão conhecê-la melhor quando houver mais divulgação.

Já Keide dos Santos reclama da falta de movimentação. “Aqui ainda está devagar, mas à noite deve melhorar”, afirma. Acostumada a vender roupas na Rua 44, ela compara os dois pontos: “Aqui está muito melhor. É mais amplo; lá está muita muvuca.”

Os frequentadores também apreciaram a novidade. “Na SGPA é mais agradável de andar em relação a outras. Tem mais segurança também”, destaca a autônoma Neuriane Santos Santana.

Capital das Feiras

Com a inauguração recente, Goiânia conta hoje com 35 feiras especiais. A Hippie Fashion se junta à Feira Hippie, à Feira da Lua, à Feira do Sol e à Feira do Moreirinha como algumas das maiores da cidade.

A Prefeitura de Goiânia não possui um cálculo sobre o número de pessoas que transitam por esses eventos todos os dias, e também não há estimativas sobre a quantidade de dinheiro movimentado. Mas não há dúvidas sobre a importância econômica das feiras na capital. “Há um impacto muito grande. Por exemplo, os feirantes que fazem as vendas nos sábados e domingos, durante a semana vão até as malharias comprar tecidos e mandam para as facções. Esse processo gera muita mão de obra”, comenta Amilton. 

Mas por que Goiânia acabou se tornando reduto de feirantes e conhecida nacionalmente pela sua exportação de roupas para outros Estados? O diretor não acredita em uma resposta definitiva sobre isso. “Talvez seja pela localização. Vem gente de vários Estados, como Mato Grosso, Minas Gerais e Pará para cá fazer compras”, diz. “Também pode ser pelos preços competitivos e pela qualidade.”

 

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