Além de Lázaro, relembre 7 fatos de Goiás que repercutiram no Brasil e no mundo

O mais recente caso do foragido Lázaro Barbosa, de 32 anos, morto em confronto com a polícia, após 20 dias de fuga,

Postado em: 04-07-2021 às 08h34
Por: Nielton Soares
A imprensa de fora do estado cobriu a morte de Cristiano Araújo, o longo sequestro do irmão da dupla Zezé de Camargo e Luciano, o acidente de helicóptero que vitimou sete policiais e outros casos registrados na história goiana. Confira | Foto: reprodução

O mais recente caso do foragido Lázaro Barbosa, de 32 anos, morto em confronto com a polícia, após 20 dias de fuga, ganhou destaques da imprensa nacional e também pelo mundo. Mas, antes desse caso, outros sete fatos ocorridos em Goiás tiveram repercussão na imprensa brasileira e internacional.

Em 1987, o acidente com o Césio-137 recebeu cobertura de quase todos os veículos de comunicação da época. Nove anos depois, os jornais pelo país estamparam o caso Pareja nas manchetes. Após dois anos, o Brasil parou para acompanhar o sequestro de Wellington Camargo, irmão da dupla sertaneja Zezé de Carmago e Luciano. E se passando mais de uma década, a queda de um helicóptero matando oito pessoas, sendo sete policiais civis, chocou o Brasil.

Há sete anos, assassinatos em séries de garotas, moradores de rua e, na sequência, a prisão de Tiago Henrique, considerado serial killer, foram acompanhados de perto por jornalistas de outros estados e do estrangeiro. Assim também ocorreu com a notícia da morte do cantor Cristiano Araújo, aos 29 anos, um ano depois. Em 2017, a tragédia do Colégio Goyases, em Goiânia, onde dois alunos foram mortos e quatro ficaram feridos por disparos feitos por um colega de classe, repercutiram fora do jornalismo goiano.  

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“Brilho azul”

Era 13 de setembro de 1987, quando catadores de sucatas encontraram uma máquina abandonada no prédio do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) e levaram para um ferro-velho, não imaginavam que abrindo ela, eles desencadeariam o segundo maior acidente radioativo da história mundial, em Goiânia. A primeira tragédia registrada ocorreu na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Oficialmente, na Capital, foram registradas quatro mortes causadas pelo Césio-137. A primeira delas foi a filha do funcionário do ferro-velho, Ivo Alves Ferreira, Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, em 23 de outubro daquele ano. No mesmo dia, Maria Gabriela Ferreira, de 37 anos, esposa de outro funcionário. E dois dias depois, outros dois funcionários do ferro-velho, Israel Batista dos Santos, de 20 anos, e Admilson Alves de Souza, de 18 anos. Todos foram sepultados com caixão revestido com chumbo para evitar a propagação da radiação.

A descoberta de que se tratava de um vazamento de uma substância radioativa veio 16 dias depois da máquina ser encontrada. Em 29 de setembro, um físico que visitava a cidade detectou a radiação por aparelho. A região precisou ser evacuada, o que causou muito pânico e desespero dos goianienses.  

Wellington Camargo

Em 1998, o país acompanhou apreensivamente a negociação do sequestro de Wellington Camargo, irmão da dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano, que durou por meses. Em 13 de março, os sequestradores enviaram a uma emissora de TV um pedaço da orelha de Wellington e um bilhete, pressionando a família para pagar o resgate. No dia 20 de março, a família pagou US$ 300 mil e no dia seguinte, Wellington foi deixado dentro de um buraco, a 150 metros de uma estrada, entre Goiânia e Guapó, na região Metropolitana, sendo encontrado por um motociclista. Três dias depois, sete dos 10 acusados do crime foram presos em Mato Grosso do Sul.

Pareja

O ano era 1996, quando o criminoso Leonardo Pareja, de 22 anos, desafiou a polícia e as autoridades goianas. Ele chegou a liderar uma rebelião no sistema prisional de Aparecida de Goiânia, fazendo refém até o então presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Após muito tempo de negociações, Pareja deixou o presídio, e passou a ser procurado, sendo morto por um dos próprios comparsas.

Queda de helicóptero mata 7 policiais

Em 8 de maio de 2012, sete policiais e um suspeito de cometer uma chacina estavam a bordo de um helicóptero que caiu, matando todos os tripulantes. Eles voltavam para Goiânia após a reconstituição do crime na cidade de Doverlândia.

Na tragédia, morreram o superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; os delegados Bruno Rosa Carneiro, Osvalmir Carrasco Melati Júnior, Jorge Moreira da Silva e Vinícius Batista da Silva;  os peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; além do principal suspeito do crime, Aparecido de Souza Alves, 22 anos.

Cristiano Araújo

No dia 24 de junho de 2015, Goiás e o Brasil se comoveram com a morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo, de 29 anos, e da namorada dele, Allana Coelho Pinto de Moraes, de 19. Os dois morreram após sofrer um acidente de carro na BR-153, entre Morrinhos e Pontalina.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o sertanejo voltava de um show em Itumbiara, no sul do estado, por volta das 3h30, quando o veículo em que o cantor, a namorado e o motorista estavam, um Range Rover, saiu da pista e capotou.

Serial killer

Desde 14 de outubro de 2014, está preso o vigilante Tiago Henrique, que ficou conhecido no Brasil e no mundo como o serial killer de Goiás. Antes, uma série de assassinatos aleatórios assustou Goiânia e toda a região Metropolitana. Tiago é acusado de cometer mais de 30 assassinatos, sendo a maioria contra mulheres.

Colégio Goyases

Em 20 de outubro de 2017, um tiroteio em um colégio matou dois alunos e feriu outros quatro. Um aluno entrou armado na instituição e disparou à queima roupa contra os colegas. Morreram no local, os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 13 anos.

E foram baleados Hyago Marques, na época com 13 anos, Isadora de Morais, também com 13, Lara Fleury Borges, 14 e Marcela Macedo, 13. Já o garoto, de 14 anos, apontado como autor do ataque, foi condenado a três anos de internação.

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