Polícia Civil realiza operação contra fraudes na aquisição de cestas básicas em Itapaci

Postado em: 01-09-2021 às 08h41
Por: Pedro Jordan
Somente com a aquisição das cestas no período investigado o município empenhou o montante de R$ 3,136 milhões. Foto: Reprodução

Nesta terça feira (31/08), a Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública – DERCAP, realizou a operação WELFARE, com o objetivo de cumprir 16 mandados de busca e apreensão em residências, órgãos públicos e em um estabelecimento comercial do município de Itapaci-GO.

De acordo com a PC, mais medidas foram determinadas pelo Poder Judiciário local em razão de investigação da Polícia Civil que apontou supostas fraudes a licitação na aquisição de cestas básicas para distribuição a população carente da cidade.

Durante as investigações, foi verificado que nos anos de 2017 a 2020 houve o direcionamento de licitações realizadas pelo município de Itapaci-GO para que um mesmo estabelecimento comercial vencesse os procedimentos e pudesse fornecer cestas básicas que seriam distribuídas por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social.

O chefe do Departamento de Compras da Prefeitura Municipal de Itapaci-Go, a quem cabia a incumbência de repassar as necessidades de aquisições da Prefeitura e dar início aos procedimentos licitatórios é a pessoa que de fato administra o supermercado que tronou-se vencedor de 11 licitações seguidas no município, segundo as investigações da PC.

Somente com a aquisição de cestas básicas no período investigado o município empenhou o montante de R$ 3.136.000,00 (três milhões, cento e trinta e seis mil reais).

De outro turno, foi apurado pela PC que a distribuição das cestas básicas não atendeu a todas as pessoas inscritas nos programas sociais da Prefeitura, denotando a falta de critérios para a concessão do benefício e a não entrega efetiva dos produtos adquiridos com dinheiro público.

As investigações estão em sua fase final e os suspeitos poderão responder por crimes de associação criminosa, fraude a licitação e peculato, cujas penas máximas se somadas podem chegar a 19 anos de prisão.

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