Efeito da vacinação contra Covid afasta Goiás da situação de calamidade

Postado em: 14-09-2021 às 08h01
Por: Maiara Dal Bosco
Três das 18 regiões estavam em situação de calamidade | Foto: Reprodução

Com a diminuição de casos de Covid-19 em Goiás, o Estado não está mais com nenhuma macrorregião em situação de calamidade. É o que apontou o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES). Nesta semana, o Estado registra duas regiões – Entorno Sul e Rio Vermelho, em situação crítica com relação à pandemia de Covid-19, considerada de risco médio. As demais 16 regiões de Goiás, segundo a pasta, estão em situação de alerta, o que configura risco menor, diante de menos casos da doença.

Segundo a SES, com relação à situação das regiões em estado crítico, a região Rio Vermelho, em que estão localizados municípios como Itaberaí e Jussara, a ocupação de leitos de UTI estaduais dedicados para o tratamento da Covid-19 – por região ou macrorregião quando o leito está indisponível na região é de 86,67%. Já na Região Entorno Sul, onde estão localizados em municípios como Luziânia e Valparaíso de Goiás, a taxa de ocupação é de 72%.

Na semana anterior, três das 18 regiões estavam em situação de calamidade, com alto risco de contágio pela Covid-19: Rio Vermelho, São Patrício II, onde estão localizadas cidades como São Luis de Montes Belos e Palmeiras de Goiás, e Oeste II, onde estão situados municípios como Goianésia e Jaraguá. Em situação crítica, estavam as regiões: Entorno Sul, Centro Sul, Sul, Sudoeste I, Sudoeste II , Oeste I São Patrício I, e Nordeste I. Já em Situação de Alerta, estavam as regiões: Nordeste II, Entorno Norte, Serra da Mesa, Norte, Central, Pirineus e Estrada de Ferro.

Para se ter uma ideia, há menos de um mês, em agosto, Goiás registrava quatro regionais de saúde em situação de calamidade – cenário mais grave da pandemia: Rio Vermelho, Oeste I, Oeste II e Sudoeste II. À ocasião, o boletim apontava que este era o momento com o menor número de regiões em calamidade desde que o mapa de risco começou a ser divulgado semanalmente pela Secretaria de Saúde, em fevereiro deste ano.

Também no mês de agosto a SES apontou que a curva de óbitos por Covid-19 em Goiás é decrescente, desde o início do mês. Segundo a pasta, na semana 36, entre os dias 05 e 11 de setembro deste ano, a quantidade de óbitos registrada foi de 131. Na semana anterior, 35, o índice era de 190 óbitos e, na semana 31, quando a curva começou a decair, de 373 óbitos confirmados pela doença.

Atualização

A secretaria tem atualizado a classificação das regiões, conforme o mapa de risco, para apontar quais possuem a incidência da Covid-19 está mais elevada. A partir da divisão de cada localidade, a intenção é que os municípios adotem medidas de combate e controle da Covid-19, com procedimentos padronizados. De acordo com a pasta, a classificação das regiões leva em consideração seis indicadores: velocidade de contágio no tempo (Rt); incidência de casos de síndrome respiratória aguda grave e variação de mortalidade por Covid-19 – para avaliar a aceleração do contágio – e as taxas de crescimento de solicitações de leitos de UTI, de ocupação de leitos de UTI, e de ocupação de leitos de enfermaria, públicos e privados, dedicados para pacientes com Covid-19, para avaliar a sobrecarga do sistema de saúde. Até o momento, dados da SES-GO dão conta de que são 837.851 casos de Covid-19 confirmados em Goiás. Destes, 22.945 são óbitos confirmados em decorrência da doença. Segundo a pasta, há, ainda, 600 mil casos e 488 óbitos suspeitos em investigação. A taxa de letalidade da doença é de 2,74%.  Com relação à vacinação, levantamento da SES-GO apurou que, referente à primeira dose, foram aplicadas 4.388.547 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Em relação à segunda dose, foram vacinadas 2.123.805 pessoas. (Especial para O Hoje)

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